quarta-feira, 9 de abril de 2014

"É nós"? Saiba o que Concordância diz...


Sabe aquela história de "É nós"? Pois é... Apesar de o jargão estar na boca do povo, é preciso saber que a oração não está gramaticalmente correta, segundo o padrão culto da língua portuguesa cobrado em concursos e no vestibular. Por isso estudamos a Concordância.

Dá-se o nome de Concordância à harmonia que os termos da oração apresentam em nível sintático. Assim, algumas palavras, expressões ou mesmo orações, quando estabelecem uma relação de dependência entre si, devem demonstrar com quais elementos estão ligadas para não gerar confusão.

E isso é evidenciado através das flexões: de número e gênero, para os nomes e de número e pessoa, para os verbos.

Em português,  há dois tipos de concordância:


1. Concordância nominal, que se estabelece entre:


  • substantivos e adjetivos
  • substantivos e artigos
  • substantivos e pronomes
  • substantivos e numerais



2. Concordância verbal, que se estabelece entre:

  • sujeito e verbo

terça-feira, 8 de abril de 2014

Palavra do dia: PARADIGMA

Utilizar uma vocabuário amplo numa redação pode ser decisivo. Por isso, é importante aprender novas palavras. Confira nossa palavra do dia: PARADIGMA.

Paradigma é um susbtantivo masculino que significa:

- Aquilo que pode ser utilizado como padrão (a ser seguido); modelo, exemplo.

Exemplos:

"A vida é o paradigma das palavras." - Alessandro Manzoni

O governo brasileiro sente que Obama ficará sob pressão para não normalizar as relações com Cuba, a partir do paradigma hondurenho. 

O Windows 7 chega em meio à ascensão dos netbooks, que romperam o paradigma da indústria de oferecer computadores cada vez mais poderosos. 

Para se obter uma revolução verdadeira, é preciso quebrar paradigmas.

Para usar como adjetivo, opte por PARADIGMÁTICO.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Já ouviu falar em Sintagma?


Já ouviu falar em sitagmas? Se nunca ouviu falar, é melhor prestar atenção a ele, pois seu uso é frequente principalmente em questões de interpretação de textos. É comum encontrar enunciados com a expressão "Analise os sintagmas..." ou "Nos sintagmas a seguir...".

Sintagma é uma unidade formada por uma ou várias palavras que, juntas, desempenham uma função na frase. Expressa uma relação de dependência. Nessa relação de dependência, diz-se que existe um elemento determinado e outro determinante (ou subordinado), estabelecendo um elo de subordinação entre ambos. Cada um desses elementos constitui um sintagma.

Essa noção era utilizada para se referir a qualquer segmento linguístico: a palavra, a sentença e o período. Mais recentemente, o termo é comumente empregado para se referir às partes da sentença. Dessa forma, o sintagma se caracteriza conforme o tipo gramatical dos seus elementos nucleares:

· sintagma nominal (SN): quando o núcleo do sintagma é um nome

· sintagma adjetival (SAdj): quando o núcleo do sintagma é um adjetivo

· sintagma verbal (SV): quando o núcleo do sintagma é um verbo

· sintagma preposicional (SP): quando o núcleo do sintagma é uma preposição

· sintagma adverbial (SAdv): quando o núcleo do sintagma é um advérbio

Na análise sintática, a identificação dos sintagmas e seus tipos também é bastante importante. Isso facilita a compreensão do papel sintático exercido pelas palavras na sentença que está em análise.

Vejamos um exemplo:

Todos vagarosamente acompanhavam a romaria pela cidade.

todos: SN
silenciosamente: SAdv
acompanhavam: SV]
a romaria: SN
pela cidade: SP

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Quando devemos usar o pronome "lhe"?

Em primeiro lugar, é preciso saber que pronome “lhe” é usado para substituir o complemento de um verbo transitivo indireto, ou seja, que exige a preposição (a ou para).

Outro ponto é que o “lhe” refere-se a pessoas e pode ser usado tanto no gênero feminino, quanto no masculino. No entanto, sempre exerce objeto indireto.

Nas orações "Quero lhe abraçar" e "Não lhe conheço", o uso do "lhe" está equivocado, pois os verbos abraçar e conhecer são transitivos diretos, ou seja, não pedem preposição (a ou para). O correto seria: "Quero o abraçar" e "Não o conheço".


Orações corretas:

Disse-lhe que viria. (disse a você)
Então, entreguei-lhe o convite. (entreguei a ele)

Na dúvida, tente complementar o verbo com o uso das preposições “a” ou “para”, se for viável, então estará certo, caso contrário, o “lhe” deverá ser substituído por “o” ou “a”. Observe:

Eu vejo você hoje à noite.

Eu vejo para você hoje à noite. (errado)
Eu vejo a você hoje à noite. (errado)
Eu a/o vejo hoje à noite. (correto) 

É importante observar que esse é o padrão da língua escrita culta. Certos usos do "lhe" são admitidos na oralidade em algumas regiões.

"Vale a pena" tem crase?


Este é um erro muito comum entre os estudantes. Como muitas locuções levam crase, eles tendem a colocar a crase onde não tem. Este é o caso de "vale a pena", que não tem crase. Vamos ver o porquê:
  • O verbo "valer" é transitivo direto e na expressão "vale a pena" quer dizer que alguma coisa vale o esforço, vale o castigo, vale um prêmio.

  • Sendo assim, o verbo não pede complemento com a preposição “a”. Por isso, não há crase em “vale a pena”:

Exemplos:

Dizer a verdade, por pior que seja, vale a pena.

Não vale a pena investir em universidades, se não temos uma boa educação básica.

Apesar de tudo, viver vale a pena.

terça-feira, 1 de abril de 2014

A crase em enumerações - Questão da Caixa



Poucas pessoas conhecem esta "regra", por que não se trata de uma regra para o uso da crase. Mas essa tema tem confundido muito os alunos, principalmente após uma questão da prova do concurso da Caixa Econômica Federal, que aqui reproduzo:

Seria mantida a correção gramatical do texto caso fosse empregado sinal indicativo de crase no "a" em "ligados a computação, informática, TI e análise de sistema."

Em casos como esse, em que há uma enumeração de dois ou mais elementos, a primeira coisa a se fazer é verificar se cada elemento da enumeração possui artigo definido (pois sabemos que a crase é a junção de preposição a + artigo definido feminino a como vimos neste post).

Analisando a questão, percebemos que computação, informática, TI e análise de sistema estão sendo usados em seu sentido genérico. É qualquer computação, não a computação pensada por Bill Gates, por exemplo. Portanto, percebemos que não há artigo, portanto não há crase! Resposta: ERRADO (Como bem sabemos, a banca do CESPE cobra certo ou errado nas alternativas.)

Outros exemplos:

As alternativas precisam ser cuidadosamente avaliadas quanto a qualidade e riscos. 
Em relação a saúde, dinheiro e felicidade, eu me garanto!
Ele precisa prestar contas à diretoria, ao gerente e à empresa.


As 10 maiores palavras da língua portuguesa


Você achava que "inconstitucionalissimamente" era a maior palavra da língua portuguesa? Ledo engano. Elasó está em 10º lugar! Confira as 10 maiores palavras da língua portuguesa:


1º. Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico (46 letras)
Relativo a uma doença pulmonar aguda causada pela aspiração de cinzas vulcânicas

2º. Paraclorobenzilpirrolidinonetilbenzimidazol (43 letras)
Substância presente em medicamentos como o Ultraproct

3º. Piperidinoetoxicarbometoxibenzofenona (37 letras)
Substância presente em medicamentos como o Baralgin

4º. Tetrabrometacresolsulfonoftaleína (35 letras)
Termo específico da área de química

5º. Dimetilaminofenildimetilpirazolona (34 letras)
Substância ativa em vários comprimidos para dor de cabeça

6º. Hipopotomonstrosesquipedaliofobia (33 letras)
Doença psicológica que se caracteriza pelo medo irracional (ou fobia) de pronunciar palavras grandes ou complicadas

7º. Monosialotetraesosilgangliosideo (32 letras)
Substância presente em medicamentos como o sinaxial e o sygen

8º. Anticonstitucionalissimamente (29 letras)
Maior advérbio da língua portuguesa, significa o mais alto grau de inconstitucionalidade

9º. Oftalmotorrinolaringologista (28 letras)
Profissional especializado nas doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta

10º. Inconstitucionalissimamente (27 letras)

Sinônimo de anticonstitucionalissimamente