quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

“De encontro a” ou “Ao encontro de”?




As duas expressões são locuções prepositivas que, por sua semelhança, podem confundir muitos estudantes. Saiba como usar cada uma:

“Ao encontro de” significa ir na mesma direção, no mesmo sentido. No sentido figurado, é o mesmo que a favor.

Exemplos:
O menino foi ao encontro de sua mãe. 
Pode contar com meu voto, sua proposta vai ao encontro de meus objetivos. 


“De encontro a” significa ir em sentido oposto a alguma coisa, discordância, chocar-se.

Exemplos:
O carro foi de encontro ao muro. 
Não farei o que me pedem porque vai de encontro a meus princípios.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

7 dicas preciosas para a prova de português do ENEM

Virando a noite para se preparar para o Enem? Como toda a prova, o Enem exige uma preparação contínua durante todo o ano. Para você que já estudou, confira mais essas 6 dicas para arrasar na prova de português do Enem.



1. Leia muito!
Para se preparar para o Enem, a leitura é fundamental. Leia muito e de tudo um pouco. De Machado de Assis a uma matéria de economia. Passe por diferentes gêneros textuais, mas não leia sem atenção. Preste atenção em todas as informações, na pontuação e, principalmente, tente entender o que o autor quer dizer, principalmente nas entrelinhas! Seja um leitor competente. Saiba como ler e interpretar textos aqui.

2. Preste atenção na linguagem não verbal!
Não leia apenas a linguagem verbal, mas também a não verbal. Aprenda a ler todos os gêneros textuais (gráficos, bulas, charges, tiras, cartuns, editoriais etc.). Atente também para o tipo de linguagem apresentado pelo texto e suas particularidades, por exemplo, em geral, as charges, tiras e cartuns são textos que utilizam a ironia, a ambiguidade, objetivando a crítica.

3. Conotação ou denotação?
É importante analisar também se o texto utiliza-se da linguagem denotativa ou conotativa. Dependendo da linguagem, a mensagem pode ser totalmente diferente. As palavras podem estar em seu sentido literal (denotação) ou figurativo (conotação). Não sabe o que é isso? Veja este post!

4. Compare!
A comparação entre textos ajuda, pois pontos de vistas serão confrontados. Cada argumento será construído de uma maneira, mas todo texto tem um assunto principal. Aprender a descobri-lo é muito importante, pois, na prova de redação, o tema vem a partir dos textos de apoio, ou seja, muitas vezes não está explícito e precisa ser entendido.

5. Gramática não é decoreba!
A gramática não é mais cobrada da forma que era antigamente, ou seja, descontextualizada. Hoje, ela sempre é abordada dentro do texto. Por exemplo, não basta conhecer todas as conjunções, é preciso entender os efeitos de sentido transmitidos por cada uma delas, por exemplo, de causa, de comparação, de explicação etc. Mas se quiser revisar, clique aqui.

6. Variação linguística
Outro fator bastante relevante que merece atenção dos candidatos é a variação linguística. Durante muito tempo, convencionou-se que determinada região era melhor que outra. Esse conceito não existe mais, pois, hoje, entende-se que uma variação não é nem melhor nem pior, apenas diferente. O Brasil é enorme, sendo impossível que haja uma uniformidade linguística. Ter isso em mente é fundamental para entender os textos.

Exemplos:
Em Goiás, estoura-se o balão; em Maceió, poca-se a bola.
Em São Paulo, não se consegue fazer algo, mas em Goiás não se dá conta de fazê-lo.
Em Curitiba, os piás dão um trabalho, já em Maceió são os pivetes; em São Paulo, os moleques; no Rio de Janeiro, os garotos; e em Goiás quem dá trabalho são os meninos.
Se você for ao Nordeste e pedir uma lapiseira, não se assuste se alguém te entregar um apontador. Também não se desespere se pedir um grafite e receber uma linda lapiseira.

7. Muita calma nessa hora...
A prova de português tem muitos textos. É preciso ler com bastante atenção. Nervoso, ninguém consegue se concentrar. Se sentir que está nervoso, pare, beba água e respire fundo. Recomece a prova. Boa sorte!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Este, Esse ou Aquele?


Você sabe a diferença entre os pronomes "este", "esse" e "aquele". Se você já hesitou ao escolher  qual pronome usar, dá uma olhada nas dicas abaixo.

O uso dos pronomes demonstrativos este, esse e aquele (e isto, isso e aquilo) tem a ver com a proximidade em que falamos. Eles são muito importantes para criar referências e estabelecer relações em um texto, fundamentais tanto para escrever uma boa redação quanto para interpretar bem um texto.

Dica de ouro: Observe a setinha no desenho. O este se refere a coisas que serão ditas (a setinha está para frente), já o esse se refere a coisas já ditas (a setinha está para atrás). ;)

Vamos analisar cada caso:

Este(s), esta(s), isto
Usa-se quando vamos introduzir informação nova no texto.
Exemplos:
O total era este: R$ 25,00.
Esta é a solução para muitos problemas brasileiros: educação.
Estes são dois problemas graves: desemprego e violência.



Esse(s), essa(s), isso
Quando vamos retomar a informação já dita no texto.
Exemplos:
Os documentos foram enviados ontem. Esses documentos não lhes pertenciam.
O desemprego e a violência aumentaram. Esses problemas caminham juntos.


Este(s), esta(s), isto (para o termo mais próximo) e aquele(s), aquela(s) e aquilo (para o termo mais distante)
Nesse caso, usamos quando vamos retomar a informação já dita no texto, mas a retomada se fará a dois termos antecedentes.
Exemplos:
O Uruguai e o Chile fizeram novo acordo. Este aceitou a proposta, aquele a fez.
Maria saiu, mas sua irmã ficou. Esta faria o trabalho enquanto aquela passearia.


CASO ESPECIAL
É preciso saber que os pronomes este, esta e isto só retomam algo já citado no texto em uma situação muito especial: há dois ou mais elementos e queremos nos referir apenas ao último.
Exemplo:
Houve uma bonita tabela entre Ganso, Neymar e Borges, mas no fim foi este que fez o gol (Borges quem fez o gol).

Se você não quer se referir a nenhum elemento especial, opte por esse, essa e isso:
Exemplo:
Na compra, havia verduras, carnes, peixes e frutas. Esses alimentos foram os mais apreciados pelos turistas.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Os 15 erros mais comuns em português


Quem nunca cometeu nenhum desses errinhos atire a primeira pedra! Errar é humano, mas persistir no erro é... Por isso, para não errarmos mais, confira os 15 erros mais comuns da língua portuguesa:

01 – agente ≠ a gente
Sabe aquele espião dos filmes de Hollywood? Ele é um AGENTE federal – agente (escrito junto). Já quando você quiser usar o “a gente” no lugar do “nós”, deve escrever separado – A GENTE.

02 – fasso 
Essa palavra simplesmente não existe. Nem “fasso”, nem “faso”. O correto é “FAÇO”, com “ç”. É uma flexão do verbo “fazer” – “eu faço”.

03 – mais ≠ mas
O “mais” com “i” é igual o sinal (+). Ou seja, tem sempre o significado de quantidade (adição). Já o “mas” (sem “i”), é uma conjunção com significado de oposição ou restrição.

Exemplos:
- Quanto MAIS eu converso com o Pedro, MAIS eu fico apaixonada.
- Quero ir à festa de sábado, MAS minha mãe não deixa.

04 – abençõe 
É até normal confundir porque a palavra “bênção” leva o til, mas as flexões do verbo abençoar são sempre sem acento algum. Então o correto é ABENÇOE!

05 – concerteza 
Outra palavra que na verdade não existe. O correto é COM CERTEZA, escrito de forma separada e com a letra “m” e não “n”. COM CERTEZA você não vai mais errar essa, não é?!

06 – mim ajuda 
O porquê de muita gente usar o “mim ajuda” no lugar de “me ajuda” ninguém sabe. O que a gente sabe é que isso é um grande erro. ME ajuda. ME diga. ME faça um favor. ME. ME. ME!

Dica: MIM NÃO FAZ NADA! Parece brincadeira, mas lembre-se sempre dessa frase, que na verdade significa que nunca se usa o pronome “mim” antes de qualquer verbo. EU faço. EU vou. EU digo. EU beijo. Nada de mim!

07 – menas ≠ menos e meia ≠ meio
Não importa qual seja a palavra que vem depois, o correto é usar sempre o “MENOS”. Ele é um advérbio que não sofre flexão de gênero, ou seja, nunca passa para o feminino. Assim, o correto é MENOS gente, MENOS pessoas, MENOS chances, MENOS ansiosa.
MEIO também é uma palavra invariável quando usado como advérbio. MEIO = um pouco, mais ou menos. Já a palavra MEIA tem o sentido de metade (numeral).

Exemplos:
- Fiquei MEIO triste porque minha amiga se esqueceu do meu aniversário. (meio triste = um pouco triste).
- Vamos ao cinema às nove e meia da noite. (nove horas + meia hora = nove e meia).

08 – em baixo ≠ embaixo
As duas formas de escrever existem, mas são usadas com significados diferentes. Geralmente, a forma que mais utilizamos é o EMBAIXO (junto), que funciona como advérbio – embaixo da mesa, embaixo do livro… Tem aquele significado de “sob alguma coisa”. Já o EM BAIXO (separado) é usado quando a palavra “baixo” tem sentido de adjetivo (contrário de alto).

Ex: Ela estava em baixo astral ontem.

09 – as veses 
ÀS VEZES, você pode errar como essa expressão é escrita. Então lembre-se: ÀS VEZES tem crase no “A” e é escrito com “Z” e depois “S”. ÀS VEZES é bom dar uma conferida se você está escrevendo a palavra do jeito certo.

10 – excessão
Essa você vai ter que decorar mesmo! EXCEÇÃO se escreve assim: primeiro com X, depois com C e então Ç no final. Decore X, C, Ç e só preencha com as outras letras E-X-C-E-Ç-Ã-O.

11 – afim ≠ a fim
O AFIM (junto) é substantivo masculino e indica afinidade.

Exemplo:
- Thiago se interessou por Laura porque os dois têm interesses afins.
- Estou a fim de ver um filme.

12 – nada haver ≠ nada a ver
NADA A VER escrever NADA HAVER! A expressão correta é NADA A VER, que significa não “ter relação com”. Deixe o verbo “haver” longe desse tipo de frase.

13 – derrepente
DE REPENTE! DE REPENTE! DE REPENTE! Pensa na pausa de um susto: DE…REPENTE! Essa expressão é uma locução adverbial que nunca se escreve junto.

14 – porisso
POR ISSO a gente está explicando como é a grafia correta das palavras. Porque tem muita gente que ainda escreve por aí “porisso” (junto). E é errado! POR ISSO é sempre separado!

15 – começei 
A regra do Ç é: não acompanhar as vogais E e I. Então é COMECEI, com o C normal mesmo! Veja nossos post sobre o assunto.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Palavra do dia: CAPITALISMO



Nossa palavra do dia é CAPITALISMO. Você sabe o que significa capitalismo?

Segundo o Houaiss:
1. sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro

2. sistema social em que o capital está em mãos de empresas privadas ou indivíduos que contratam mão de obra em troca de salário

3. conjunto de indivíduos, países etc. capitalistas

Exemplos:

Muitos países têm adotado o modelo do capitalismo social.
A liberdade que há no capitalismo é a do cão preso de dia e solto à noite. (Agostinho da Silva)
Qual o sistema econômico você prefere: o capitalismo ou o socialismo?

Saiba mais aqui.

Vozes Verbais. Não erre nunca mais!



Sabe aquela história voz passiva ou voz ativa? Hoje vamos estudar as vozes verbais, que na verdade são três: voz ativa, voz passina e voz reflexiva. A voz verbal existe para sabermos se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação expressa pelo verbo. Trocando em miúdos, é para saber quem faz e quem sobre a ação.


1. VOZ ATIVA
Na voz ativa, o sujeito é o agente da ação, ou seja, quando o sujeito gramatical pratica a ação verbal.A maioria das frases está na voz ativa.

Exemplos:
O menino lê o livro.
A cozinheira preparou o jantar.
O professor corrigiu as provas.

2. VOZ PASSIVA
O verbo está na voz passiva quando o sujeito é o paciente da ação, ou seja, quando o sujeito sofre a ação verbal, praticada pelo agente da passiva.

Exemplos:
O livro é lido pelo menino.
ou
Lê-se o livro.

O jantar foi preparado pela cozinheira.
ou
Preparou-se o jantar.

As provas foram corrigidas pelo professor.
ou 
Corrigiram-se as provas.

Atenção!
Existem dois processos distintos de formação da voz passiva: o analítico e o sintético.

2.1 Voz passiva analítica

É formada por um verbo auxiliar (normalmente o verbo ser) mais o particípio de um verbo transitivo, seguindo quase sempre a estrutura:

sujeito paciente + verbo auxiliar + particípio + preposição + agente da passiva.

Exemplos:

A dança foi coreografada por ela.
As capas dos cadernos foram enfeitadas pelas crianças.
Os pacientes serão atendidos pelo médico logo que possível.


Atenção!
Além do verbo ser, existem outros verbos auxiliares que, embora menos frequentes, podem formar a voz passiva analítica, como os verbos estar, ficar, andar, viver, etc. Normalmente é utilizada a preposição por, ou suas formas contraídas (pelo, pela, pelos, pelas), para a formação da voz passiva analítica.

2.2 Voz passiva sintética

É formada por um verbo transitivo conjugado na 3ª pessoa do singular ou do plural mais o pronome apassivador "se", seguindo quase sempre a estrutura:

verbo transitivo + pronome se + sujeito paciente.

Exemplos:

Vendem-se limões.
Cantam-se canções.
Finalizou-se o acordo.


3.VOZ REFLEXIVA

O verbo está na voz reflexiva quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente da ação, ou seja, quando o sujeito pratica e sofre a ação verbal. É formada por um verbo na voz ativa mais um pronome oblíquo reflexivo (me, te, se, nos, vos, se), atuando como objeto. A voz reflexiva pode ser recíproca, ou seja, quando há dois sujeitos que praticam a ação um no outro.

Exemplos:

A menina penteia-se todos os dias.
O cozinheiro feriu-se com a faca.
Nós olhamo-nos no espelho.
Eles olharam-se longamente antes de se abraçarem.
Pedro e Bianca amam-se muito.


IMPORTANTE!

- Como passar da voz ativa para a voz passiva analítica?

Essa é uma questão muito comum em concursos e vestibulares.

Dica: identifique primeiro os elementos.

Voz ativa: O arquiteto desenhou o esboço do edifício. 

Voz ativa:
Sujeito da ativa: o arquiteto
Verbo transitivo: desenhou
Objeto direto: o esboço do edifício

Dica: transforme o sujeto da voz ativa em agente da passiva.O objeto direto da voz ativa se transforma no sujeito da passiva. O verbo transitivo da voz ativa se transforma em locução verbal (verbo auxiliar ser + particípio do verbo principal).

Então...
Voz passiva analítica: O esboço do edifício foi desenhado pelo arquiteto.

Os elementos:

Voz passiva analítica:
Sujeito da passiva: o esboço do edifício
Locução verbal: foi desenhado
Agente da passiva: o arquiteto


- Como passar da voz ativa para a voz passiva sintética?

Voz ativa: O arquiteto desenhou o esboço do edifício.

Voz ativa:
Sujeito da ativa: o arquiteto
Verbo transitivo: desenhou
Objeto direto: o esboço do edifício

Voz passiva sintética: Desenhou-se o esboço do edifício.

Voz passiva sintética:
Sujeito da passiva: o esboço do edifício
Verbo transitivo: desenhou
Partícula apassivadora: se

Mudanças:
O objeto direto da voz ativa se transforma no sujeito da passiva.
O sujeito da voz ativa se transforma na partícula apassivadora se, não havendo agente da passiva.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Sintaxe: Orações Subordinadas



Sintaxe é um verdadeiro pesadelo para muitos estudantes. Mas é extremamente importante para provas concursos públicos, ENEM e vestibular. Se você já sabe reconhecer frases, orações e períodos, e também o que significa sujeito e predicado, e já deu uma olhada na classificação das orações coordenadas, você está pronto para continuar a ler este post.

Primeiro é preciso entender o que é ORAÇÃO SUBORDINADA. O próprio nome já diz, subordinação implica em dependência e essa é a palavra-chave para diferenciá-las das orações coordenadas. Assim como um burrinho de carga, as orações subornidadas precisam de alguém para conduzí-las, guiá-las. Este alguém é a ORAÇÃO PRINCIPAL:

Veja o exemplo:

Aguardo que você chegue.

Nessa frase há duas orações: "Aguardo" e "que você chegue". Como a oração "que você chegue" está completando o sentido do verbo transitivo direto "aguardo", essa oração exerce função sintática do objeto direto, sendo assim uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Ufa! Mais vamos entrar em mais detalhes agora:


As ORAÇÕES SUBORDINADAS assim se dividem:

1.SUBSTANTIVAS: (têm valor de substantivos) são introduzidas pelas conjunções integrantes: QUE, SE, COMO:

As ORAÇÕES SUBSTANTIVAS se subdividem em:

1.1 OBJETIVAS DIRETAS: quando completam o sentido de um verbo transitivo direto, ao qual se ligam diretamente sem auxílio de preposição:
Ex: Quero que venhas.

1.2 OBJETIVAS INDIRETAS: que completam o sentido de um verbo transitivo indireto, ligando-se a este com auxílio de uma preposição.
Ex: Tudo depende de que venhas.

1.3 PREDICATIVAS: que completam o sentido de um verbo de ligação.
Ex: O meu desejo é que venhas.

1.4 COMPLETIVAS NOMINAIS: que completam o sentido de um nome de significação incompleta (substantivo, adjetivo ou advérbio), ao qual se ligam por meio de uma preposição.
Ex: Tenho certeza de que jamais os esqueceremos.

1.5 APOSITIVAS: que vêm após dois pontos (:), explicando um termo anterior, funcionando exatamente como um aposto.
 Ex: Só lhe digo isto: que jamais o esquecerei.

OBS: Vez por outra, a oração subordinada substantiva apositiva poderá vir sem o conectivo expresso: este estará subentendido e a oração terá valor apositivo, assim:
Ex: Só te peço uma coisa: não deixes a porta aberta. (que não deixes a porta aberta).

1.6 SUBJETIVAS: que funcionam como SUJEITO de um verbo, apresentando as seguintes aracterísticas:
- exerce a função de SUJEITO de um verbo de outra oração, geralmente da anterior.
- liga-se à outra oração através das conjunções integrantes QUE, SE, COMO.
- a oração a que se liga tem o verbo na 3ª pessoa do singular e nunca em outra;
- A oração a que se liga à SUBJETIVA tem uma destas características:
a) Verbo na passiva pronominal (VTD na 3a pessoa do singular + pronome apassivador SE.
b) Verbo na passiva analítica (Verbo SER, ESTAR, FICAR na 3ª pessoa do singular +particípio do VTD);
c) verbo de ligação na 3ª pessoa do singular + predicativo.
d) verbos intransitivos ou transitivos tomados intransitivamente na 3ª pessoa do singular como: acontece,
urge, consta, parece, importa, convém, admira, cumpre, ocorre, etc., geralmente no princípio do período.
Exemplos:
Noticiou-se por aí que é duvidosa a vinda deles.
“Senhor, é bom que estejamos aqui”. (Mateus 17,4)
É arriscado que eles venham por este caminho.
Ficou combinado que elas viriam para os jogos olímpicos.
Importa que eles não conversem em sala.
Foi noticiado pelo rádio que um incêncio destruiu o edifício.
Cumpre que cheguem à hora certa.
Informou-se oficialmente que o Governador chagará amanhã.

2. ADJETIVAS: (têm valor de adjetivo) - que são introduzidas por pronomes relativos e se subdividem em:

2.1 RESTRITIVAS: Restringem a significação do substantivo ou do pronome antecedente. Indispensável ao sentido da frase. Não se separa por vírgula da oração principal.
Ex: O grande obstáculo que o grupo enfrenta é a travessia do Liso do Sussuarão.

2.2 EXPLICATIVAS: Acrescentam uma qualidade acessória ao antecedente. Vêm entre vírgulas e, se retiradas do período, não fazem falta ao sentido.
Ex: Grande sertão: veredas, que foi publicado em 1956, causou muito impacto.

As ORAÇÕES ADJETIVAS são introduzidas pelos PRONOMES RELATIVOS : QUE, quem (=aquele que), o qual, a qual, os quais, as quais, cujo (= do qual), cuja, cujos, cujas, ONDE (= no qual + variações), quanto, quantos, quanta, quantas, etc.
Ex: “Minha terra tem palmeiras ONDE canta o sabiá”. (Gonçalves Dias)
O menino cujo pai eu vi é meu aluno.
QUEM for brasileiro siga-me! = Aquele que for brasileiro siga me!
Que você sinta a minha amizade em tudo quanto lhe ofereci.

3. ADVERBIAIS: funcionam como adjunto adverbial de outra oração e vêm, normalmente, introduzidas por conjunções subordinativas, exceto as integrantes (que introduzem as orações substantivas).

3.1 CAUSAIS
Exprimem a causa do fato que ocorreu na oração principal. Principais conjunções: porque, visto que, já que, uma vez que, como que, como.
Ex: Foram dormir porque estava chovendo.
A menina chorou porque apanhou da mãe.

3.2 COMPARATIVAS
Estabelece uma comparação entre os fatos presentes nas duas orações. Principais conjunções: que, do que, como, assim como, (tanto) quanto.
Ex: Essa mulher fala como um papagaio.

3.3 CONCESSIVAS
Indica uma concessão ou permissão entre as orações. Principais conjunções: embora, a menos que, ainda que, posto que, conquanto, mesmo que, se bem que, por mais que, apesar de que.
Ex: Embora chova, vou à praia.

3.4 CONDICIONAIS
Expressa uma condição.Principais conjunções: se, salvo se, desde que, exceto, caso, desde, contando que, sem que, a menos que.
Ex: Se chover, não irei à praia.

3.5 CONFORMATIVAS
Exprimem acordo, concordância de um fato com o outro. Principais conjunções: como, consoante, segundo, conforme.
Ex.: Cada um colhe conforme semeia.

3.6 CONSECUTIVAS 
Traduzem a consequência ou o efeito do que se declara na oração principal. Principais conjunções: que (precedida de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que.
Ex: Falei tanto, que fiquei rouco.

3.7 FINAIS
Exprimem finalidade ou objetivo. Principais conjunções: para que, a fim de que, que.
Ex: Todos estudam para que possam vencer.

3.8 TEMPORAIS
Indicam circunstância de tempo.Principais conjunções: quando, antes que, assim que, logo que, até que, depois que, mal, apenas, enquanto.
Ex: Logo que chegou, sentou-se no sofá.

3.9 PROPORCIONAIS
Expressa proporção entre as orações. Principais conjunções: à medida que, quanto mais....mais, à proporção que, ao passo que, quanto mais.
Ex: O trânsito piorava à medida que a chuva aumentava.

4. REDUZIDAS
As orações subordinadas podem aparecer sob a forma de orações reduzidas, que apresentam as seguintes características: verbo em uma das formas nominais (Gerúndio, Particípio ou Infinitivo); não são introduzidas por conectivos (Conjunções Subordinativas ou Pronomes Relativos).

4.1 DE INFINITIVO
Ex: Meu desejo era viajar para a Grécia.

Obs.: Embora haja alguns gramáticos que a aceitem, é errada, segundo a gramática normativa, a construção de Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: "'Deixe eu passar", porque nesse caso (ou em casos similares) não deve ser utilizado o pronome pessoal do caso reto "eu", porque ele não pode ser usado como objeto direto de uma oração, assim sendo, a correta construção oracional é "Deixe-me passar".

4.2 DE GERÚNDIO
Ex: Encontrei as crianças brincando no jardim. (ou seja, que estavam brincando no jardim.)

4.3 DE PARTICÍPIO
Ex: Apresentado o resultado, todos discordarão. (ou seja, no momento em que se apresente o resultado...)

Veja também:

"É nós"? Saiba o que Concordância diz sobre isso