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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
“De encontro a” ou “Ao encontro de”?
As duas expressões são locuções prepositivas que, por sua semelhança, podem confundir muitos estudantes. Saiba como usar cada uma:
“Ao encontro de” significa ir na mesma direção, no mesmo sentido. No sentido figurado, é o mesmo que a favor.
Exemplos:
O menino foi ao encontro de sua mãe.
Pode contar com meu voto, sua proposta vai ao encontro de meus objetivos.
“De encontro a” significa ir em sentido oposto a alguma coisa, discordância, chocar-se.
Exemplos:
O carro foi de encontro ao muro.
Não farei o que me pedem porque vai de encontro a meus princípios.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Este, Esse ou Aquele?
Você sabe a diferença entre os pronomes "este", "esse" e "aquele". Se você já hesitou ao escolher qual pronome usar, dá uma olhada nas dicas abaixo.
O uso dos pronomes demonstrativos este, esse e aquele (e isto, isso e aquilo) tem a ver com a proximidade em que falamos. Eles são muito importantes para criar referências e estabelecer relações em um texto, fundamentais tanto para escrever uma boa redação quanto para interpretar bem um texto.
Dica de ouro: Observe a setinha no desenho. O este se refere a coisas que serão ditas (a setinha está para frente), já o esse se refere a coisas já ditas (a setinha está para atrás). ;)
Vamos analisar cada caso:
Este(s), esta(s), isto
Usa-se quando vamos introduzir informação nova no texto.
Exemplos:
O total era este: R$ 25,00.
Esta é a solução para muitos problemas brasileiros: educação.
Estes são dois problemas graves: desemprego e violência.
Esse(s), essa(s), isso
Quando vamos retomar a informação já dita no texto.
Exemplos:
Os documentos foram enviados ontem. Esses documentos não lhes pertenciam.
O desemprego e a violência aumentaram. Esses problemas caminham juntos.
Este(s), esta(s), isto (para o termo mais próximo) e aquele(s), aquela(s) e aquilo (para o termo mais distante)
Nesse caso, usamos quando vamos retomar a informação já dita no texto, mas a retomada se fará a dois termos antecedentes.
Exemplos:
O Uruguai e o Chile fizeram novo acordo. Este aceitou a proposta, aquele a fez.
Maria saiu, mas sua irmã ficou. Esta faria o trabalho enquanto aquela passearia.
CASO ESPECIAL
É preciso saber que os pronomes este, esta e isto só retomam algo já citado no texto em uma situação muito especial: há dois ou mais elementos e queremos nos referir apenas ao último.
Exemplo:
Houve uma bonita tabela entre Ganso, Neymar e Borges, mas no fim foi este que fez o gol (Borges quem fez o gol).
Se você não quer se referir a nenhum elemento especial, opte por esse, essa e isso:
Exemplo:
Na compra, havia verduras, carnes, peixes e frutas. Esses alimentos foram os mais apreciados pelos turistas.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Os 15 erros mais comuns em português
Quem nunca cometeu nenhum desses errinhos atire a primeira pedra! Errar é humano, mas persistir no erro é... Por isso, para não errarmos mais, confira os 15 erros mais comuns da língua portuguesa:
01 – agente ≠ a gente
Sabe aquele espião dos filmes de Hollywood? Ele é um AGENTE federal – agente (escrito junto). Já quando você quiser usar o “a gente” no lugar do “nós”, deve escrever separado – A GENTE.
02 – fasso
Essa palavra simplesmente não existe. Nem “fasso”, nem “faso”. O correto é “FAÇO”, com “ç”. É uma flexão do verbo “fazer” – “eu faço”.
03 – mais ≠ mas
O “mais” com “i” é igual o sinal (+). Ou seja, tem sempre o significado de quantidade (adição). Já o “mas” (sem “i”), é uma conjunção com significado de oposição ou restrição.
Exemplos:
- Quanto MAIS eu converso com o Pedro, MAIS eu fico apaixonada.
- Quero ir à festa de sábado, MAS minha mãe não deixa.
04 – abençõe
É até normal confundir porque a palavra “bênção” leva o til, mas as flexões do verbo abençoar são sempre sem acento algum. Então o correto é ABENÇOE!
05 – concerteza
Outra palavra que na verdade não existe. O correto é COM CERTEZA, escrito de forma separada e com a letra “m” e não “n”. COM CERTEZA você não vai mais errar essa, não é?!
06 – mim ajuda
O porquê de muita gente usar o “mim ajuda” no lugar de “me ajuda” ninguém sabe. O que a gente sabe é que isso é um grande erro. ME ajuda. ME diga. ME faça um favor. ME. ME. ME!
Dica: MIM NÃO FAZ NADA! Parece brincadeira, mas lembre-se sempre dessa frase, que na verdade significa que nunca se usa o pronome “mim” antes de qualquer verbo. EU faço. EU vou. EU digo. EU beijo. Nada de mim!
07 – menas ≠ menos e meia ≠ meio
Não importa qual seja a palavra que vem depois, o correto é usar sempre o “MENOS”. Ele é um advérbio que não sofre flexão de gênero, ou seja, nunca passa para o feminino. Assim, o correto é MENOS gente, MENOS pessoas, MENOS chances, MENOS ansiosa.
MEIO também é uma palavra invariável quando usado como advérbio. MEIO = um pouco, mais ou menos. Já a palavra MEIA tem o sentido de metade (numeral).
Exemplos:
- Fiquei MEIO triste porque minha amiga se esqueceu do meu aniversário. (meio triste = um pouco triste).
- Vamos ao cinema às nove e meia da noite. (nove horas + meia hora = nove e meia).
08 – em baixo ≠ embaixo
As duas formas de escrever existem, mas são usadas com significados diferentes. Geralmente, a forma que mais utilizamos é o EMBAIXO (junto), que funciona como advérbio – embaixo da mesa, embaixo do livro… Tem aquele significado de “sob alguma coisa”. Já o EM BAIXO (separado) é usado quando a palavra “baixo” tem sentido de adjetivo (contrário de alto).
Ex: Ela estava em baixo astral ontem.
09 – as veses
ÀS VEZES, você pode errar como essa expressão é escrita. Então lembre-se: ÀS VEZES tem crase no “A” e é escrito com “Z” e depois “S”. ÀS VEZES é bom dar uma conferida se você está escrevendo a palavra do jeito certo.
10 – excessão
Essa você vai ter que decorar mesmo! EXCEÇÃO se escreve assim: primeiro com X, depois com C e então Ç no final. Decore X, C, Ç e só preencha com as outras letras E-X-C-E-Ç-Ã-O.
11 – afim ≠ a fim
O AFIM (junto) é substantivo masculino e indica afinidade.
Exemplo:
- Thiago se interessou por Laura porque os dois têm interesses afins.
- Estou a fim de ver um filme.
12 – nada haver ≠ nada a ver
NADA A VER escrever NADA HAVER! A expressão correta é NADA A VER, que significa não “ter relação com”. Deixe o verbo “haver” longe desse tipo de frase.
13 – derrepente
DE REPENTE! DE REPENTE! DE REPENTE! Pensa na pausa de um susto: DE…REPENTE! Essa expressão é uma locução adverbial que nunca se escreve junto.
14 – porisso
POR ISSO a gente está explicando como é a grafia correta das palavras. Porque tem muita gente que ainda escreve por aí “porisso” (junto). E é errado! POR ISSO é sempre separado!
15 – começei
A regra do Ç é: não acompanhar as vogais E e I. Então é COMECEI, com o C normal mesmo! Veja nossos post sobre o assunto.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Vozes Verbais. Não erre nunca mais!
Sabe aquela história voz passiva ou voz ativa? Hoje vamos estudar as vozes verbais, que na verdade são três: voz ativa, voz passina e voz reflexiva. A voz verbal existe para sabermos se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação expressa pelo verbo. Trocando em miúdos, é para saber quem faz e quem sobre a ação.
1. VOZ ATIVA
Na voz ativa, o sujeito é o agente da ação, ou seja, quando o sujeito gramatical pratica a ação verbal.A maioria das frases está na voz ativa.
Exemplos:
O menino lê o livro.
A cozinheira preparou o jantar.
O professor corrigiu as provas.
2. VOZ PASSIVA
O verbo está na voz passiva quando o sujeito é o paciente da ação, ou seja, quando o sujeito sofre a ação verbal, praticada pelo agente da passiva.
Exemplos:
O livro é lido pelo menino.
ou
Lê-se o livro.
O jantar foi preparado pela cozinheira.
ou
Preparou-se o jantar.
As provas foram corrigidas pelo professor.
ou
Corrigiram-se as provas.
Atenção!
Existem dois processos distintos de formação da voz passiva: o analítico e o sintético.
2.1 Voz passiva analítica
É formada por um verbo auxiliar (normalmente o verbo ser) mais o particípio de um verbo transitivo, seguindo quase sempre a estrutura:
sujeito paciente + verbo auxiliar + particípio + preposição + agente da passiva.
Exemplos:
A dança foi coreografada por ela.
As capas dos cadernos foram enfeitadas pelas crianças.
Os pacientes serão atendidos pelo médico logo que possível.
Atenção!
Além do verbo ser, existem outros verbos auxiliares que, embora menos frequentes, podem formar a voz passiva analítica, como os verbos estar, ficar, andar, viver, etc. Normalmente é utilizada a preposição por, ou suas formas contraídas (pelo, pela, pelos, pelas), para a formação da voz passiva analítica.
2.2 Voz passiva sintética
É formada por um verbo transitivo conjugado na 3ª pessoa do singular ou do plural mais o pronome apassivador "se", seguindo quase sempre a estrutura:
verbo transitivo + pronome se + sujeito paciente.
Exemplos:
Vendem-se limões.
Cantam-se canções.
Finalizou-se o acordo.
3.VOZ REFLEXIVA
O verbo está na voz reflexiva quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente da ação, ou seja, quando o sujeito pratica e sofre a ação verbal. É formada por um verbo na voz ativa mais um pronome oblíquo reflexivo (me, te, se, nos, vos, se), atuando como objeto. A voz reflexiva pode ser recíproca, ou seja, quando há dois sujeitos que praticam a ação um no outro.
Exemplos:
A menina penteia-se todos os dias.
O cozinheiro feriu-se com a faca.
Nós olhamo-nos no espelho.
Eles olharam-se longamente antes de se abraçarem.
Pedro e Bianca amam-se muito.
IMPORTANTE!
- Como passar da voz ativa para a voz passiva analítica?
Essa é uma questão muito comum em concursos e vestibulares.
Dica: identifique primeiro os elementos.
Voz ativa: O arquiteto desenhou o esboço do edifício.
Voz ativa:
Sujeito da ativa: o arquiteto
Verbo transitivo: desenhou
Objeto direto: o esboço do edifício
Dica: transforme o sujeto da voz ativa em agente da passiva.O objeto direto da voz ativa se transforma no sujeito da passiva. O verbo transitivo da voz ativa se transforma em locução verbal (verbo auxiliar ser + particípio do verbo principal).
Então...
Voz passiva analítica: O esboço do edifício foi desenhado pelo arquiteto.
Os elementos:
Voz passiva analítica:
Sujeito da passiva: o esboço do edifício
Locução verbal: foi desenhado
Agente da passiva: o arquiteto
- Como passar da voz ativa para a voz passiva sintética?
Voz ativa: O arquiteto desenhou o esboço do edifício.
Voz ativa:
Sujeito da ativa: o arquiteto
Verbo transitivo: desenhou
Objeto direto: o esboço do edifício
Voz passiva sintética: Desenhou-se o esboço do edifício.
Voz passiva sintética:
Sujeito da passiva: o esboço do edifício
Verbo transitivo: desenhou
Partícula apassivadora: se
Mudanças:
O objeto direto da voz ativa se transforma no sujeito da passiva.
O sujeito da voz ativa se transforma na partícula apassivadora se, não havendo agente da passiva.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Sintaxe: Orações Subordinadas
Sintaxe é um verdadeiro pesadelo para muitos estudantes. Mas é extremamente importante para provas concursos públicos, ENEM e vestibular. Se você já sabe reconhecer frases, orações e períodos, e também o que significa sujeito e predicado, e já deu uma olhada na classificação das orações coordenadas, você está pronto para continuar a ler este post.
Primeiro é preciso entender o que é ORAÇÃO SUBORDINADA. O próprio nome já diz, subordinação implica em dependência e essa é a palavra-chave para diferenciá-las das orações coordenadas. Assim como um burrinho de carga, as orações subornidadas precisam de alguém para conduzí-las, guiá-las. Este alguém é a ORAÇÃO PRINCIPAL:
Veja o exemplo:
Aguardo que você chegue.
Nessa frase há duas orações: "Aguardo" e "que você chegue". Como a oração "que você chegue" está completando o sentido do verbo transitivo direto "aguardo", essa oração exerce função sintática do objeto direto, sendo assim uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Ufa! Mais vamos entrar em mais detalhes agora:
As ORAÇÕES SUBORDINADAS assim se dividem:
1.SUBSTANTIVAS: (têm valor de substantivos) são introduzidas pelas conjunções integrantes: QUE, SE, COMO:
As ORAÇÕES SUBSTANTIVAS se subdividem em:
1.1 OBJETIVAS DIRETAS: quando completam o sentido de um verbo transitivo direto, ao qual se ligam diretamente sem auxílio de preposição:
Ex: Quero que venhas.
1.2 OBJETIVAS INDIRETAS: que completam o sentido de um verbo transitivo indireto, ligando-se a este com auxílio de uma preposição.
Ex: Tudo depende de que venhas.
1.3 PREDICATIVAS: que completam o sentido de um verbo de ligação.
Ex: O meu desejo é que venhas.
1.4 COMPLETIVAS NOMINAIS: que completam o sentido de um nome de significação incompleta (substantivo, adjetivo ou advérbio), ao qual se ligam por meio de uma preposição.
Ex: Tenho certeza de que jamais os esqueceremos.
1.5 APOSITIVAS: que vêm após dois pontos (:), explicando um termo anterior, funcionando exatamente como um aposto.
Ex: Só lhe digo isto: que jamais o esquecerei.
OBS: Vez por outra, a oração subordinada substantiva apositiva poderá vir sem o conectivo expresso: este estará subentendido e a oração terá valor apositivo, assim:
Ex: Só te peço uma coisa: não deixes a porta aberta. (que não deixes a porta aberta).
1.6 SUBJETIVAS: que funcionam como SUJEITO de um verbo, apresentando as seguintes aracterísticas:
- exerce a função de SUJEITO de um verbo de outra oração, geralmente da anterior.
- liga-se à outra oração através das conjunções integrantes QUE, SE, COMO.
- a oração a que se liga tem o verbo na 3ª pessoa do singular e nunca em outra;
- A oração a que se liga à SUBJETIVA tem uma destas características:
a) Verbo na passiva pronominal (VTD na 3a pessoa do singular + pronome apassivador SE.
b) Verbo na passiva analítica (Verbo SER, ESTAR, FICAR na 3ª pessoa do singular +particípio do VTD);
c) verbo de ligação na 3ª pessoa do singular + predicativo.
d) verbos intransitivos ou transitivos tomados intransitivamente na 3ª pessoa do singular como: acontece,
urge, consta, parece, importa, convém, admira, cumpre, ocorre, etc., geralmente no princípio do período.
Exemplos:
Noticiou-se por aí que é duvidosa a vinda deles.
“Senhor, é bom que estejamos aqui”. (Mateus 17,4)
É arriscado que eles venham por este caminho.
Ficou combinado que elas viriam para os jogos olímpicos.
Importa que eles não conversem em sala.
Foi noticiado pelo rádio que um incêncio destruiu o edifício.
Cumpre que cheguem à hora certa.
Informou-se oficialmente que o Governador chagará amanhã.
2. ADJETIVAS: (têm valor de adjetivo) - que são introduzidas por pronomes relativos e se subdividem em:
2.1 RESTRITIVAS: Restringem a significação do substantivo ou do pronome antecedente. Indispensável ao sentido da frase. Não se separa por vírgula da oração principal.
Ex: O grande obstáculo que o grupo enfrenta é a travessia do Liso do Sussuarão.
2.2 EXPLICATIVAS: Acrescentam uma qualidade acessória ao antecedente. Vêm entre vírgulas e, se retiradas do período, não fazem falta ao sentido.
Ex: Grande sertão: veredas, que foi publicado em 1956, causou muito impacto.
As ORAÇÕES ADJETIVAS são introduzidas pelos PRONOMES RELATIVOS : QUE, quem (=aquele que), o qual, a qual, os quais, as quais, cujo (= do qual), cuja, cujos, cujas, ONDE (= no qual + variações), quanto, quantos, quanta, quantas, etc.
Ex: “Minha terra tem palmeiras ONDE canta o sabiá”. (Gonçalves Dias)
O menino cujo pai eu vi é meu aluno.
QUEM for brasileiro siga-me! = Aquele que for brasileiro siga me!
Que você sinta a minha amizade em tudo quanto lhe ofereci.
3. ADVERBIAIS: funcionam como adjunto adverbial de outra oração e vêm, normalmente, introduzidas por conjunções subordinativas, exceto as integrantes (que introduzem as orações substantivas).
3.1 CAUSAIS
Exprimem a causa do fato que ocorreu na oração principal. Principais conjunções: porque, visto que, já que, uma vez que, como que, como.
Ex: Foram dormir porque estava chovendo.
A menina chorou porque apanhou da mãe.
3.2 COMPARATIVAS
Estabelece uma comparação entre os fatos presentes nas duas orações. Principais conjunções: que, do que, como, assim como, (tanto) quanto.
Ex: Essa mulher fala como um papagaio.
3.3 CONCESSIVAS
Indica uma concessão ou permissão entre as orações. Principais conjunções: embora, a menos que, ainda que, posto que, conquanto, mesmo que, se bem que, por mais que, apesar de que.
Ex: Embora chova, vou à praia.
3.4 CONDICIONAIS
Expressa uma condição.Principais conjunções: se, salvo se, desde que, exceto, caso, desde, contando que, sem que, a menos que.
Ex: Se chover, não irei à praia.
3.5 CONFORMATIVAS
Exprimem acordo, concordância de um fato com o outro. Principais conjunções: como, consoante, segundo, conforme.
Ex.: Cada um colhe conforme semeia.
3.6 CONSECUTIVAS
Traduzem a consequência ou o efeito do que se declara na oração principal. Principais conjunções: que (precedida de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que.
Ex: Falei tanto, que fiquei rouco.
3.7 FINAIS
Exprimem finalidade ou objetivo. Principais conjunções: para que, a fim de que, que.
Ex: Todos estudam para que possam vencer.
3.8 TEMPORAIS
Indicam circunstância de tempo.Principais conjunções: quando, antes que, assim que, logo que, até que, depois que, mal, apenas, enquanto.
Ex: Logo que chegou, sentou-se no sofá.
3.9 PROPORCIONAIS
Expressa proporção entre as orações. Principais conjunções: à medida que, quanto mais....mais, à proporção que, ao passo que, quanto mais.
Ex: O trânsito piorava à medida que a chuva aumentava.
4. REDUZIDAS
As orações subordinadas podem aparecer sob a forma de orações reduzidas, que apresentam as seguintes características: verbo em uma das formas nominais (Gerúndio, Particípio ou Infinitivo); não são introduzidas por conectivos (Conjunções Subordinativas ou Pronomes Relativos).
4.1 DE INFINITIVO
Ex: Meu desejo era viajar para a Grécia.
Obs.: Embora haja alguns gramáticos que a aceitem, é errada, segundo a gramática normativa, a construção de Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: "'Deixe eu passar", porque nesse caso (ou em casos similares) não deve ser utilizado o pronome pessoal do caso reto "eu", porque ele não pode ser usado como objeto direto de uma oração, assim sendo, a correta construção oracional é "Deixe-me passar".
4.2 DE GERÚNDIO
Ex: Encontrei as crianças brincando no jardim. (ou seja, que estavam brincando no jardim.)
4.3 DE PARTICÍPIO
Ex: Apresentado o resultado, todos discordarão. (ou seja, no momento em que se apresente o resultado...)
Veja também:
"É nós"? Saiba o que Concordância diz sobre isso
segunda-feira, 14 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
"É nós"? Saiba o que Concordância diz...
Sabe aquela história de "É nós"? Pois é... Apesar de o jargão estar na boca do povo, é preciso saber que a oração não está gramaticalmente correta, segundo o padrão culto da língua portuguesa cobrado em concursos e no vestibular. Por isso estudamos a Concordância.
Dá-se o nome de Concordância à harmonia que os termos da oração apresentam em nível sintático. Assim, algumas palavras, expressões ou mesmo orações, quando estabelecem uma relação de dependência entre si, devem demonstrar com quais elementos estão ligadas para não gerar confusão.
E isso é evidenciado através das flexões: de número e gênero, para os nomes e de número e pessoa, para os verbos.
Em português, há dois tipos de concordância:
1. Concordância nominal, que se estabelece entre:
- substantivos e adjetivos
- substantivos e artigos
- substantivos e pronomes
- substantivos e numerais
2. Concordância verbal, que se estabelece entre:
- sujeito e verbo
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Quando devemos usar o pronome "lhe"?
Em primeiro lugar, é preciso saber que pronome “lhe” é usado para substituir o complemento de um verbo transitivo indireto, ou seja, que exige a preposição (a ou para).
Outro ponto é que o “lhe” refere-se a pessoas e pode ser usado tanto no gênero feminino, quanto no masculino. No entanto, sempre exerce objeto indireto.
Nas orações "Quero lhe abraçar" e "Não lhe conheço", o uso do "lhe" está equivocado, pois os verbos abraçar e conhecer são transitivos diretos, ou seja, não pedem preposição (a ou para). O correto seria: "Quero o abraçar" e "Não o conheço".
Orações corretas:
Disse-lhe que viria. (disse a você)
Então, entreguei-lhe o convite. (entreguei a ele)
Na dúvida, tente complementar o verbo com o uso das preposições “a” ou “para”, se for viável, então estará certo, caso contrário, o “lhe” deverá ser substituído por “o” ou “a”. Observe:
Eu vejo você hoje à noite.
Eu vejo para você hoje à noite. (errado)
Eu vejo a você hoje à noite. (errado)
Eu a/o vejo hoje à noite. (correto)
É importante observar que esse é o padrão da língua escrita culta. Certos usos do "lhe" são admitidos na oralidade em algumas regiões.
Outro ponto é que o “lhe” refere-se a pessoas e pode ser usado tanto no gênero feminino, quanto no masculino. No entanto, sempre exerce objeto indireto.
Nas orações "Quero lhe abraçar" e "Não lhe conheço", o uso do "lhe" está equivocado, pois os verbos abraçar e conhecer são transitivos diretos, ou seja, não pedem preposição (a ou para). O correto seria: "Quero o abraçar" e "Não o conheço".
Orações corretas:
Disse-lhe que viria. (disse a você)
Então, entreguei-lhe o convite. (entreguei a ele)
Na dúvida, tente complementar o verbo com o uso das preposições “a” ou “para”, se for viável, então estará certo, caso contrário, o “lhe” deverá ser substituído por “o” ou “a”. Observe:
Eu vejo você hoje à noite.
Eu vejo para você hoje à noite. (errado)
Eu vejo a você hoje à noite. (errado)
Eu a/o vejo hoje à noite. (correto)
É importante observar que esse é o padrão da língua escrita culta. Certos usos do "lhe" são admitidos na oralidade em algumas regiões.
"Vale a pena" tem crase?
Este é um erro muito comum entre os estudantes. Como muitas locuções levam crase, eles tendem a colocar a crase onde não tem. Este é o caso de "vale a pena", que não tem crase. Vamos ver o porquê:
- O verbo "valer" é transitivo direto e na expressão "vale a pena" quer dizer que alguma coisa vale o esforço, vale o castigo, vale um prêmio.
- Sendo assim, o verbo não pede complemento com a preposição “a”. Por isso, não há crase em “vale a pena”:
Exemplos:
Dizer a verdade, por pior que seja, vale a pena.
Não vale a pena investir em universidades, se não temos uma boa educação básica.
Apesar de tudo, viver vale a pena.
terça-feira, 1 de abril de 2014
A crase em enumerações - Questão da Caixa
Poucas pessoas conhecem esta "regra", por que não se trata de uma regra para o uso da crase. Mas essa tema tem confundido muito os alunos, principalmente após uma questão da prova do concurso da Caixa Econômica Federal, que aqui reproduzo:
Seria mantida a correção gramatical do texto caso fosse empregado sinal indicativo de crase no "a" em "ligados a computação, informática, TI e análise de sistema."
Em casos como esse, em que há uma enumeração de dois ou mais elementos, a primeira coisa a se fazer é verificar se cada elemento da enumeração possui artigo definido (pois sabemos que a crase é a junção de preposição a + artigo definido feminino a como vimos neste post).
Analisando a questão, percebemos que computação, informática, TI e análise de sistema estão sendo usados em seu sentido genérico. É qualquer computação, não a computação pensada por Bill Gates, por exemplo. Portanto, percebemos que não há artigo, portanto não há crase! Resposta: ERRADO (Como bem sabemos, a banca do CESPE cobra certo ou errado nas alternativas.)
Outros exemplos:
As alternativas precisam ser cuidadosamente avaliadas quanto a qualidade e riscos.
Em relação a saúde, dinheiro e felicidade, eu me garanto!
Ele precisa prestar contas à diretoria, ao gerente e à empresa.
segunda-feira, 31 de março de 2014
10 questões de Análise Sintática para concursos
1. A oração contida no verso “Sem que eu volte para lá” tem valor:
a) causal;
b) temporal;
c) adversativo;
d) concessivo;
e) condicional.
2. É importante desmistificar a ideia de que política é uma sujeira só e sem utilidade.
Em relação ao período acima, analise nesse exercício de sintaxe as afirmativas a seguir:
I. É possível deslocar o vocábulo só para antes do verbo sem provocar alteração de sentido.
II. Há uma oração subjetiva.
III. Há uma oração completiva nominal.
Assinale
a) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
b) se nenhuma afirmativa estiver correta.
c) se todas as afirmativas estiverem corretas.
d) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
e) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
3. “Não permita Deus que eu morra” – a oração em destaque exerce a função de:
a) sujeito;
b) adjunto adverbial;
c) objeto indireto;
d) objeto direto;
e) complemento nominal.
4. Em “...(aconselhado pelo meu advogado, não cito o nome do remédio)”– a oração em destaque tem valor:
a) temporal;
b) consecutivo;
c) condicional;
d) concessivo;
e) causal.
5. Mal sugeria imagem de vida (Embora a figura chorasse). É correto afirmar que a frase entre parênteses tem sentido
a) adversativo.
b) concessivo.
c) conclusivo.
d) condicional.
e) temporal.
Exercícios de Sintaxe para Concurso com Gabarito
Exercício de Sintaxe
6. Na Espanha, por exemplo, a recentíssima reforma do Código Penal – que atende diretivas da União Europeia sobre o tema – trouxe, no artigo 31 bis, não só a possibilidade de responsabilização penal da pessoa jurídica (por delitos que sejam cometidos no exercício de suas atividades sociais, ou por conta, nome, ou em proveito delas), mas também estabelece regras de como essa responsabilização será aferida nos casos concretos (ela será aplicável [...], em função da inoperância de controles empresariais, sobre atividades desempenhadas pelas pessoas físicas que as dirigem ou que agem em seu nome).
A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:
I. Há uma oração coordenada sindética aditiva e uma oração coordenada sindética alternativa.
II. Há três orações na voz passiva, mas somente uma com agente da passiva explícito.
III. Há quatro orações subordinadas adjetivas desenvolvidas e uma oração subordinada adjetiva reduzida.
Assinale
a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se nenhuma afirmativa estiver correta.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
7. Assinale nesse exercício de sintaxe a opção correspondente ao trecho em que há mais de uma oração.
a) “Aposto que ela vai adorar.”
b) “Vou mandar um cartão de dia dos namorados para a Susi Derkins.”
c) “Ela é uma gatinha.”
d) “Eu fiz um coraçãozão vermelho.”
e) “Agora vou botar renda em volta.”
8. Assinale a opção em que o verbo da oração tem dois complementos.
a) “Ela é uma gatinha.”
b) “Eu fiz um coraçãozão vermelho.”
c) “Agora vou botar renda em volta.”
d) “Eu te odeio.”
e) “Vou mandar um cartão de dia dos namorados para a Susi Derkins.”
9. Partidos são fundamentais para a consolidação da democracia e o permanente desenvolvimento da cidadania e devem existir – de verdade – em bases cotidianas. Os termos sublinhados no período acima classificam-se nessa atividade de análise sintática, respectivamente, como
a) adjunto adnominal e adjunto adnominal.
b) complemento nominal e complemento nominal.
c) adjunto adnominal e complemento nominal.
d) complemento nominal e adjunto adnominal.
e) objeto indireto e objeto indireto.
10. Resolva o exercício abaixo conforme as regras de análise sintática no português:
A palavra pronunciamento é transitiva e exige
a) complemento nominal.
b) objeto indireto.
c) objeto direto.
d) adjetivo.
e) predicativo do sujeito.
Gabarito dos Exercícios de Sintaxe: 1.E 2.A 3.D 4.E 5.B 6.E 7.A 8.E 9.B 10.A
a) causal;
b) temporal;
c) adversativo;
d) concessivo;
e) condicional.
2. É importante desmistificar a ideia de que política é uma sujeira só e sem utilidade.
Em relação ao período acima, analise nesse exercício de sintaxe as afirmativas a seguir:
I. É possível deslocar o vocábulo só para antes do verbo sem provocar alteração de sentido.
II. Há uma oração subjetiva.
III. Há uma oração completiva nominal.
Assinale
a) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
b) se nenhuma afirmativa estiver correta.
c) se todas as afirmativas estiverem corretas.
d) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
e) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
3. “Não permita Deus que eu morra” – a oração em destaque exerce a função de:
a) sujeito;
b) adjunto adverbial;
c) objeto indireto;
d) objeto direto;
e) complemento nominal.
4. Em “...(aconselhado pelo meu advogado, não cito o nome do remédio)”– a oração em destaque tem valor:
a) temporal;
b) consecutivo;
c) condicional;
d) concessivo;
e) causal.
5. Mal sugeria imagem de vida (Embora a figura chorasse). É correto afirmar que a frase entre parênteses tem sentido
a) adversativo.
b) concessivo.
c) conclusivo.
d) condicional.
e) temporal.
Exercícios de Sintaxe para Concurso com Gabarito
Exercício de Sintaxe
6. Na Espanha, por exemplo, a recentíssima reforma do Código Penal – que atende diretivas da União Europeia sobre o tema – trouxe, no artigo 31 bis, não só a possibilidade de responsabilização penal da pessoa jurídica (por delitos que sejam cometidos no exercício de suas atividades sociais, ou por conta, nome, ou em proveito delas), mas também estabelece regras de como essa responsabilização será aferida nos casos concretos (ela será aplicável [...], em função da inoperância de controles empresariais, sobre atividades desempenhadas pelas pessoas físicas que as dirigem ou que agem em seu nome).
A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:
I. Há uma oração coordenada sindética aditiva e uma oração coordenada sindética alternativa.
II. Há três orações na voz passiva, mas somente uma com agente da passiva explícito.
III. Há quatro orações subordinadas adjetivas desenvolvidas e uma oração subordinada adjetiva reduzida.
Assinale
a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se nenhuma afirmativa estiver correta.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
7. Assinale nesse exercício de sintaxe a opção correspondente ao trecho em que há mais de uma oração.
a) “Aposto que ela vai adorar.”
b) “Vou mandar um cartão de dia dos namorados para a Susi Derkins.”
c) “Ela é uma gatinha.”
d) “Eu fiz um coraçãozão vermelho.”
e) “Agora vou botar renda em volta.”
8. Assinale a opção em que o verbo da oração tem dois complementos.
a) “Ela é uma gatinha.”
b) “Eu fiz um coraçãozão vermelho.”
c) “Agora vou botar renda em volta.”
d) “Eu te odeio.”
e) “Vou mandar um cartão de dia dos namorados para a Susi Derkins.”
9. Partidos são fundamentais para a consolidação da democracia e o permanente desenvolvimento da cidadania e devem existir – de verdade – em bases cotidianas. Os termos sublinhados no período acima classificam-se nessa atividade de análise sintática, respectivamente, como
a) adjunto adnominal e adjunto adnominal.
b) complemento nominal e complemento nominal.
c) adjunto adnominal e complemento nominal.
d) complemento nominal e adjunto adnominal.
e) objeto indireto e objeto indireto.
10. Resolva o exercício abaixo conforme as regras de análise sintática no português:
A palavra pronunciamento é transitiva e exige
a) complemento nominal.
b) objeto indireto.
c) objeto direto.
d) adjetivo.
e) predicativo do sujeito.
Gabarito dos Exercícios de Sintaxe: 1.E 2.A 3.D 4.E 5.B 6.E 7.A 8.E 9.B 10.A
sexta-feira, 28 de março de 2014
Onde ou Aonde? Qual é a diferença?
Vamos às diferenças:
Onde = que lugar, em que lugar, qual lugar. Indica permanência, uma idéia estática, o local em que se encontra ou ocorre algo.
Exemplos:
Onde você está?
Alguém sabe onde fica o zoológico?
Carlos não sabia onde deixar o documento.
De onde você está falando?
Não sei onde ele estava e nem perguntei.
Onde você mora?
Aonde = a que lugar, para onde. É formado a partir da preposição “a” + onde. A ideia aqui é de deslocação. Vem normalmente acompanhado de verbos que indicam movimento e pedem preposição como ir, chegar, retornar, voltar etc.
Exemplos:
Aonde você vai a essa hora?
Aonde nos levará essa vida bandida?
Maria não sabia aonde ir.
Faz dois anos que saiu do Brasil, aonde deverá retornar no próximo semestre.
Não sei aonde você quer chegar com essas atitudes.
Há bairros perigosos aonde não se deve ir só.
Na dúvida, pergunte para o verbo! É transitivo indireto? Pede preposição "a"? Então é provável que seja "aonde".
Outra erro muito comum é usar "onde" como pronome relativo quando não se trata de lugar ou local.
Exemplo:
Eis o problema onde pensei a noite toda. Errado! Problema não é local, portanto use "em que".
O bairro onde vivo fica longe do centro. Certo! Bairro é local.
Dúvidas?
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Figuras de linguagem: SILEPSE
Silepse é a figura de linguagem em que a concordância não é feita de acordo com as palavras que efetivamente aparecem na oração, mas segundo a ideia a elas associam ou segundo um termo subentendido. A silepse pode ser de gênero, número ou pessoa.
SILEPSE DE GÊNERO (masc./fem.)
Ex. Vossa Excelência está admirado do fato?
O pronome de tratamento “Vossa Execelência” é feminino, mas o adjetivo “admirado” está no masculino. Ou seja, concordou com a pessoa a quem se referia (no caso, um homem). Aqui temos o feminino e o masculino, logo, silepse de gênero.
SILEPSE DE NÚMERO (singular/plural)
Ex.: Aquela multidão gritavam diante do ídolo.
Multidão está no singular, mas o verbo está no plural.
“Gritavam” concorda com a ideia de plural que está em “multidão”.
“Gritavam” concorda com a ideia de plural que está em “multidão”.
Mais exemplos:
A maior parte fizeram a prova.
A grande maioria estudam uma língua.
A grande maioria estudam uma língua.
SILEPSE DE PESSOA
Ex.: Todos estávamos nervosos.
Esta frase levaria o verbo normalmente para a 3ª pessoa (estavam – eles) mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa (nós). Temos aqui 2 pessoas (eles e nós) logo, silepse de pessoa.
Mais exemplos:
As duas comemos muita pizza. (elas – nós)
Todos compramos chocolates e balas. (eles – nós)
Os brasileiros sois um povo solidário. (eles – vós)
Os cariocas somos muito solidários. (eles – nós)
Todos compramos chocolates e balas. (eles – nós)
Os brasileiros sois um povo solidário. (eles – vós)
Os cariocas somos muito solidários. (eles – nós)
Atenção! Muitas vezes a Silepse é confundida com erro gramatical. Por isso, antes de apontá-la como errada, deve-se antes se certificar se, no contexto, não se trata de uma figura de linguagem.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Entenda Regência verbal sem mistérios
O estudo da Regência é de suma importância para ler e escrever bem. Na gramática, a regência consiste na relação necessária que se estabelece entre duas palavras, uma das quais servindo de complemento a outra (dependência gramatical).
TERMO REGENTE = palavra principal a que outra se subordina.
TERMO REGIDO = palavra dependente que serve de complemento e que se subordina ao TERMO REGENTE.
Existem dois tipos de regência: a verbal e a nominal. Neste post, trataremos apenas da regência verbal, que corresponde à relação de dependência entre verbos, como o próprio nome já diz.
Assim, a relação entre o verbo (termo regente) e o seu complemento (termo regido) chama-se REGÊNCIA VERBAL, orientada pela transitividade dos verbos, que podem ser diretos ou indiretos, ou seja, exigindo um complemento na forma de objeto direto ou indireto. Ver transitividade verbal.
Relebrando:
O OBJETO DIRETO é o complemento do verbo que não possui preposição e que também pode ser representado pelos pronomes oblíquos "o", "a", "os", "as". Já o OBJETO INDIRETO vem acrescido de preposição e igualmente pode ser representado pelos pronomes "lhe", "lhes". Cuidado, porém, com alguns verbos, como "assistir" e "aspirar", que não admitem o emprego desses pronomes. Os pronomes "me", "te", "se", "nos" e "vos" podem, entretanto, funcionar como objetos diretos ou indiretos.
O OBJETO DIRETO é o complemento do verbo que não possui preposição e que também pode ser representado pelos pronomes oblíquos "o", "a", "os", "as". Já o OBJETO INDIRETO vem acrescido de preposição e igualmente pode ser representado pelos pronomes "lhe", "lhes". Cuidado, porém, com alguns verbos, como "assistir" e "aspirar", que não admitem o emprego desses pronomes. Os pronomes "me", "te", "se", "nos" e "vos" podem, entretanto, funcionar como objetos diretos ou indiretos.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Sintaxe: Como reconhecer Sujeito e Predicado nas orações
Para se dar bem na análise sintática, é preciso saber diferenciar o sujeito do predicado. Muitos alunos erram uma questão inteira de sintaxe por não identificarem corretamente o sujeito e o predicado, o que é o mais fácil. Reconhecidos sujeito e predicado, é fácil entender concordância, regência, voz passiva, voz ativa, e uma infinidade de assuntos em ligados à Gramática e a Interpretação de textos.
Então, vamos às definições. Grosso modo, o sujeito é o termo da oração sobre o qual informamos alguma coisa.
Ex: O José foi comprar babanas.
A oração informa que alguém (José) foi comprar bananas. Como José é uma pessoa fica fácil. Entretanto, devemos entender que sujeito é todo termo da frase que pratica uma ação. Na frase acima o sujeito é: “José”.
Agora vamos definir o núcleo do sujeito. Núcleo do sujeito é a palavra mais importante do sujeito, o que não pode ser tirado, o ssencial. Imagine uma laranja nada dentro, somente a casca. Sobra só a casca, não servindo para nada. Em “O José foi comprar bananas.” O sujeito é : “O José” e o núcleo do sujeito é: “José”, pois entre o artigo "o" e o substantivo "José" o termo mais relevante é "José".
Existem 5 classificações (ou tipos) de sujeito: simples, composto, desinencial, indeterminado e oração sem sujeito. Vejamos cada uma delas:
1- Simples: possui apenas 1 núcleo.
Ex. Nós vamos à praia.
O cachorro dorme o dia todo.
2- Composto: possui 2 ou mais núcleos.
Ex: Maria e Pedro chegaram da festa exaustos.
Participaram da competição o professor e os alunos.
Atenção! Repare que nem sempre, o sujeito está no início da frase!
3- Desinencial: não está explícito na frase, mas é facilmente identificado pela terminação do verbo.
Ex. Falei com ele ontem. Veja que pela desinência do verbo "falei", o sujeito só pode ser "eu".
Atenção! O sujeito desinencial também é conhecido como oculto.
4- Indeterminado: não podermos identificá-lo.
Há duas maneiras de indeterminar o sujeito:
1ª) O verbo é posto na 3ª pessoa do plural e não há nenhum outro termo na frase que nos forneça informações para identificá-lo.
Ex. Cortaram a grama.
Falaram mal do Pedro. Quem falou? Quam cortou?
2ª) O verbo é posto no singular juntamente com a partícula "se" (índice de indeterminação do sujeito).
Ex. Precisa-se de manicure.
E o predicado? Ora, é tudo (absolutamente tudo) o que se fala do sujeito. Para estudar o predicado é preciso conhecer algumas noções de predicação verbal.
Há verbos que expressam ação (chamados de significativos). São eles:
- Verbo transitivo direto
- Verbo transitivo indireto
- Verbo transitivo direto e indireto
- Verbo intransitivo
- Verbo transitivo indireto
- Verbo transitivo direto e indireto
- Verbo intransitivo
Há verbos que expressam estado e que são chamados de verbos de ligação. Mas isso já é assunto para outro post.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Qual a diferença entre porque, por que, porquê e por quê?
Nesse assunto há controvérsias entre os próprios gramáticos. Mas, para nosso alívio, há consenso sobre o uso do porque, por que, porquê e por quê. Ufa!
Vamos começar. Porque, porquê, por que e por quê podem ter o mesmo som, mas na hora de escrever são completamente diferentes.
Porque “tudo junto” é uma conjunção e, assim, liga duas orações, indicando entre elas relação de causa, fim ou explicação. Um exemplo é a frase:
Não fui à farmácia, porque estava chovendo.
Porquê “tudo junto com acento” é o de uso mais fácil. É substantivo e lembre-se: sempre vem após o artigo. Pode ser trocado pela palavra razão, motivo, como na frase:
Não entendo o porquê de tanto frio neste mês.
Por que “separado e sem acento” é usado para substituir termos como “pelo qual”, “por qual razão”, “pelas quais”. Ocorre quando há a junção da preposição "por" com o pronome relativo ou interrogativo “que”. Exemplo:
Por que ele não foi se encontrar com você naquele dia?
Não sei por que você acha isso.
Por quê “separado com acento” ocorre sempre que a palavra “que” estiver no fim da frase, como na frase:
Ela não compareceu à reunião e não avisou por quê.
ou
- Ainda não terminou? Por quê?
- Não sei por quê!
Vamos começar. Porque, porquê, por que e por quê podem ter o mesmo som, mas na hora de escrever são completamente diferentes.
Porque “tudo junto” é uma conjunção e, assim, liga duas orações, indicando entre elas relação de causa, fim ou explicação. Um exemplo é a frase:
Não fui à farmácia, porque estava chovendo.
Porquê “tudo junto com acento” é o de uso mais fácil. É substantivo e lembre-se: sempre vem após o artigo. Pode ser trocado pela palavra razão, motivo, como na frase:
Não entendo o porquê de tanto frio neste mês.
Por que “separado e sem acento” é usado para substituir termos como “pelo qual”, “por qual razão”, “pelas quais”. Ocorre quando há a junção da preposição "por" com o pronome relativo ou interrogativo “que”. Exemplo:
Não sei por que você acha isso.
Por quê “separado com acento” ocorre sempre que a palavra “que” estiver no fim da frase, como na frase:
Ela não compareceu à reunião e não avisou por quê.
ou
- Ainda não terminou? Por quê?
- Não sei por quê!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
O uso da crase em locuções
A CRASE SE DÁ EM:
a) Contração da preposição a com o artigo feminino “a”.
b) Contração da preposição a com o pronome demonstrativo “a”.
c) Contração da preposição a com o “a” que inicia os demonstrativos aqueles, aquela, aquilo, aquelas.
Hoje vou abordar os casos em que ocorre crase, mas não estão dentro desse esquema básico. São as locuções que geram muitas dúvidas entre os estudantes. Muitos livros abordam somente as locuções com a crase obrigatória. Listaremos aqui quatro casos de locuções: A (com acendo indicativo de crase), B (sem crase) e C (crase facultativa). Neste último caso, a crase dependerá do segundo elemento após a locução.
A. Com acento indicativo de crase.
Exemplos:
- à direita às claras à esquerda às expensas à escolha às margens de à evidência às ordens à espera às vezes à falta chegar à conclusão à feição dar à luz à força estar à altura à frente estar à espera à maneira estar à disposição à medida estar à vista à disposição estar à vontade à primeira vista exceção à regra à proporção faltar às aulas à raiz de frente à à revelia igual à que à risca passar à frente à saída saltar à vista à semelhança à vontade à vista uma à outra
- B. Sem crase
- Nos seguintes exemplos não há crase e usa-se apenas a preposição
- a. a bem de a instância a curta distância a jusante a pouca distância a montante a meia distância de ponta a ponta a grande distância de segunda a sexta a duas mãos folha a folha a duras penas frente a
- C. Crase facultativa
Em muitas locuções a crase é facultativa, podendo-se usar apenas a preposição. Exemplos:
comparecer a/à reunião face a/à
com respeito a/à favorável a/à
contíguo a/à junto a/à
contrário a/à graças a/à
de encontro a/à no tocante a/à
dar vazão a/à próximo a/à
dirigir-se a/à rumo a/à
em frente a/à semelhante a/à
com respeito a/à favorável a/à
contíguo a/à junto a/à
contrário a/à graças a/à
de encontro a/à no tocante a/à
dar vazão a/à próximo a/à
dirigir-se a/à rumo a/à
em frente a/à semelhante a/à
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Figuras de linguagem: EUFEMISMO
EUFEMISMO é uma figura de linguagem que emprega termos mais agradáveis para suavizar uma expressão. Consiste na suavilização de uma expressão.
1. Aquele rapaz não é legal, ele subtraiu dinheiro.
2. Acho que não fui feliz nos exames.
2. Acho que não fui feliz nos exames.
O intuito dessas orações é abrandar a mensagem, ou seja, ser mais educado.
No exemplo 1 o verbo “roubar” foi substituído por uma expressão mais leve. O mesmo ocorre com o exemplo 2 , “reprovado" também foi substituído por uma expressão mais leve.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Sintaxe: frase, oração e período
O assunto aterroriza os alunos, fato. Mas como precisa ser estudado, vamos começar do início, pelos conceitos essenciais. Não se desespere. Você acha que frase, oração e período são a mesma coisa? Vamos ver as diferenças:
Frase: É a reunião de palavras que expressam uma ideia completa, constitui o elemento fundamental da linguagem, não precisam necessariamente conterem verbos. Lembre-se não precisam, mas podem ter. É sempre uma ideia, pode também expressar emoção, ordem ou apelo.
Ex.: Espantoso!
Silêncio!
O telefone está tocando.
Oração: é ideia que se organiza em torno de um verbo. Sempre precisa ter um verbo, sempre.
Ex.:
Tudo começa com o pagamento da dívida.
O Brasil possui um grande potencial turístico.
ATENÇÃO! O verbo pode estar elíptico (não aparece, mas existe)
Ex.: O Jeca-Tatu de Monteiro Lobato fez tanto sucesso quanto os Fradinhos que Henfil lançou nas páginas do Pasquim. Veja que "quanto (fizeram) ". O verbo "fazer" na segunda oração está elíptico.
Período: É o conjunto de orações. Ele pode ser constituído por uma ou mais orações. O período pode ser:
simples - constituído por apenas uma oração
Ex.: As meninas brincavam no parque.
Composto - constituído por mais de uma oração.
Ex.: Nós não podemos fingir / que a TV não influencia as crianças.
Dica de estudo:
Vamos admitir: análise sintática não é algo simples. Antes de se desesperar e achar que tem que gravar complementos e objetos, é melhor compreender a lógica das coisas. Para o estudo dessa matéria específica de português reserve pelo menos 30 minutos de seu dia. E aguarde os próximos posts!
Veja também:
Sintaxe: Como reconhecer Sujeito e Predicado nas orações
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Qual é a diferença entre ditongo, hiato e dígrafos?
Quem nunca fez confusão entre hiatos, ditongos e dígrafos ? Você saberia dizer exatamente a diferença? Vamos relembrar.
Encontros vocálicos
Ditongo: é encontro de duas vogais na mesma sílaba: pai, pau, cai, sei, seu, heroi, mãe, mão, põe, muito.
Quando ocorre um ditongo, ou tritongo, apenas um dos fonemas desse encontro é vogal, o outro, ou outros dois, é (são) semivogal (ais).
Grave assim:
Vogal = som forte. O "ã" em MÃE.
Semivogal = som fraco. O "e" em MÃE.
Temos ainda os Ditongos crescentes, que são aqueles em que a semivogal aparece primeiro.
Ex.:
perícia, espécie, fastio, vácuo, tênue, água. Repare que são todos acentuados. Essa é uma das regras de acentuação.
Ditongos decrescentes é o contrário, a vogal vem primeiro.
Ex.:
pai, feito, varapau, réu, biscoito, muito; ditongos nasais: mãe, cãimbra, vem, mão, comeram; ditongos orais: saia, farnéis, fugiu, boi, uivar.
Tritongos é encontro de três vogais na mesma sílaba: Paraguai, saguão, iguais.
Hiato é o encontro de sílabas opostas adjacentes. Grave assim: é quando, ao fazer a separação de sílabas, uma vogal fica sozinha.
Ex.: Saara, voo, caatinga, continua, teor, fiel, ruim.
Dica! A própia palavra "hi-a-to" é um hiato!
Encontro Consonantal é o encontro de duas consoantes na mesma sílaba.
Ex: glória, flexão, bloco, fluir, trabalho.
Os encontros (gn, mn, pn, ps, pt,tm) não são muito comuns.
Dígrafo: duas letras que fazem o som de uma só.
Ex.:
galho, malha, ferro, quero, guerra, passo, chama, florescer, desça, exceder, exsudar (transpirar).
Encontros vocálicos
Ditongo: é encontro de duas vogais na mesma sílaba: pai, pau, cai, sei, seu, heroi, mãe, mão, põe, muito.
Quando ocorre um ditongo, ou tritongo, apenas um dos fonemas desse encontro é vogal, o outro, ou outros dois, é (são) semivogal (ais).
Grave assim:
Vogal = som forte. O "ã" em MÃE.
Semivogal = som fraco. O "e" em MÃE.
Temos ainda os Ditongos crescentes, que são aqueles em que a semivogal aparece primeiro.
Ex.:
perícia, espécie, fastio, vácuo, tênue, água. Repare que são todos acentuados. Essa é uma das regras de acentuação.
Ditongos decrescentes é o contrário, a vogal vem primeiro.
Ex.:
pai, feito, varapau, réu, biscoito, muito; ditongos nasais: mãe, cãimbra, vem, mão, comeram; ditongos orais: saia, farnéis, fugiu, boi, uivar.
Tritongos é encontro de três vogais na mesma sílaba: Paraguai, saguão, iguais.
Hiato é o encontro de sílabas opostas adjacentes. Grave assim: é quando, ao fazer a separação de sílabas, uma vogal fica sozinha.
Ex.: Saara, voo, caatinga, continua, teor, fiel, ruim.
Dica! A própia palavra "hi-a-to" é um hiato!
Encontro Consonantal é o encontro de duas consoantes na mesma sílaba.
Ex: glória, flexão, bloco, fluir, trabalho.
Os encontros (gn, mn, pn, ps, pt,tm) não são muito comuns.
Dígrafo: duas letras que fazem o som de uma só.
Ex.:
galho, malha, ferro, quero, guerra, passo, chama, florescer, desça, exceder, exsudar (transpirar).
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