Mostrando postagens com marcador diferença. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diferença. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tensionar ou tencionar?


Tensionar e tencionar são verbos homófonos, isto é, possuem o mesmo som com grafias diferentes. Por isso, é muito fácil confundi-los! Vamos lá:

Segundo o Houaiss, TENSIONAR, com "s", significa produzir ou estar sob tensão ('ato de distender') , geralmente um músculo ou nervo.
Ex.: O excesso de esforço tensionou-lhe a musculatura da perna.
Seu pescoço tensionou depois do choque.

Já o verbo TENCIONAR pode ser transitivo direto, significando fazer tenção de ou ter como desígnio(algo); intentar, planejar, projetar
Ex.:  Eu tenciono viajar mês que vem.

Em termos jurídicos também pode significar o momento em que o juiz utiliza seu voto ou tenção em processo judicial.
Ex.:
O juiz negou-se a tencionar.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Bom dia ou bom-dia? Um tímido hífen faz toda a diferença

Nessas horas , vemos que um hífen pode fazer muita diferença.
Bom dia, boa noite e boa tarde, sem hífen, são afirmações de que um dia foi bom, de que uma noite e uma tarde estão boas.

Mas se colocarmos um tímido hífen, a coisa muda de figura. As saudações bom-dia, boa-tarde e boa-noite são substantivos compostos que precisam ser hifenizados. Independentemente do Novo Acordo.


O mesmo ocorre, por exemplo, com espinho amarelo e espinho-amarelo. O primeiro é qualquer espinho dessa cor, o segundo é uma planta específica.

Ex:
Bom dia senhor! Como está?
Hoje para mim foi um bom dia.

Ele deu um bom-dia sem graça e foi embora.
O cliente se retirou sem dizer aquele essencial bom-noite.

Dica!
Resumindo, o bom-dia com hífen é substantivo, portanto pode vir após um artigo. Mas fique ligado também no contexto!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Infligir ou Infringir? Você sabe a diferença?

Você já infligiu ou infringiu a lei? As palavras são semelhantes e podem pegar muitos estudantes, mas atenção: elas possuem significados diferentes.

Infringir é quando alguém transgride, viola, desrespeita uma lei. Já infligir é quando uma pena ou castigo é aplicado, quando alguém ou algo sofre algum tipo de dano ou prejuízo.

Entendeu? Se você ficar confuso lembre-se que infringir é quando alguém comete uma infração. Por exemplo: Ele cometeu uma infração de trânsito, ou seja, ele infringiu uma lei.

Outros exemplos:

Se alguém infringir a lei seca, será punido com detenção. (violar)
Eles estão presos porque infringiram alguma lei. (desrespeitaram)
O juiz infligiu uma pena muito severa aos desordeiros. (aplicou)
A seca infligiu a plantação, apenas uma agricultora se livrou. (causou dano)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ao invés ou em vez de? Entenda a diferença entre as duas expressões

Muitos estudantes se confundem no emprego de “ao invés”, “invés” ou “em vez de”, que acabam sendo utilizados indistintamente. Apesar da grafia semelhante, esses termos significados bem diferentes.

O termo “invés” é substantivo e variante de “inverso” e significa “lado oposto”, “avesso". Na expressão “ao invés”, o substantivo “invés” continua com o mesmo significado, contudo, é utilizada para indicar oposição a algo ou alguma coisa e, portanto, significa “ao contrário de”. Geralmente vem acompanhada da preposição “de”.

Exemplo:
A empresa de cobrança ao invés de enviar o boleto, optou pelo débito.
Ao invés de protestar seu nome, conceder-lhe-ei uma nova chance.


Já a expressão “em vez de” é mais empregada com o significado de “em lugar de”, mas tome cuidado porque, em alguns casos, pode significar “ao invés de”, “ao contrário de”.

Exemplo:
A menina assistiu à TV em vez de filme. ( não poderá ser usado “ao invés de”, pois ver TV não é o oposto de ver filme, e sim uma opção.)
A professora, em vez de diminuir a nota do aluno, aumentou-a (agora sim, a expressão “em vez de” poderia ser substituída por “ao invés de”, pois temos termos contrários “diminuir” e “aumentou”).

Dica! =P Ficou na dúvida? Opte por "em vez de" que comtempla as duas opções!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sintaxe: Como reconhecer Sujeito e Predicado nas orações


Para se dar bem na análise sintática, é preciso saber diferenciar o sujeito do predicado. Muitos alunos erram uma questão inteira de sintaxe por não identificarem corretamente o sujeito e o predicado, o que é o mais fácil. Reconhecidos sujeito e predicado, é fácil entender concordância, regência, voz passiva, voz ativa, e uma infinidade de assuntos em ligados à Gramática e a Interpretação de textos.

Então, vamos às definições. Grosso modo, o sujeito é o termo da oração sobre o qual informamos alguma coisa.

Ex: O José foi comprar babanas.

A oração informa que alguém (José) foi comprar bananas. Como José é uma pessoa fica fácil. Entretanto, devemos entender que sujeito é todo termo da frase que pratica uma ação. Na frase acima o sujeito é: “José”.

Agora vamos definir o núcleo do sujeito. Núcleo do sujeito é a palavra mais importante do sujeito, o que não pode ser tirado, o ssencial. Imagine uma laranja nada dentro, somente a casca. Sobra só a casca, não servindo para nada. Em “O José foi comprar bananas.” O sujeito é : “O José” e o núcleo do sujeito é: “José”, pois entre o artigo "o" e o substantivo "José" o termo mais relevante é "José".

Existem 5 classificações (ou tipos) de sujeito: simples, composto, desinencial, indeterminado e oração sem sujeito. Vejamos cada uma delas:

1- Simples: possui apenas 1 núcleo.

Ex. Nós vamos à praia.

O cachorro dorme o dia todo.
2- Composto: possui 2 ou mais núcleos.

Ex: Maria e Pedro chegaram da festa exaustos.

Participaram da competição o professor e os alunos.
Atenção! Repare que nem sempre, o sujeito está no início da frase!

3- Desinencial: não está explícito na frase, mas é facilmente identificado pela terminação do verbo.

Ex. Falei com ele ontem. Veja que pela desinência do verbo "falei", o sujeito só pode ser "eu".
Atenção! O sujeito desinencial também é conhecido como oculto.

4- Indeterminado: não podermos identificá-lo.

Há duas maneiras de indeterminar o sujeito:

1ª) O verbo é posto na 3ª pessoa do plural e não há nenhum outro termo na frase que nos forneça informações para identificá-lo.

Ex. Cortaram a grama.

Falaram mal do Pedro. Quem falou? Quam cortou?
2ª) O verbo é posto no singular juntamente com a partícula "se" (índice de indeterminação do sujeito).

Ex. Precisa-se de manicure.
E o predicado? Ora, é tudo (absolutamente tudo) o que se fala do sujeito. Para estudar o predicado é preciso conhecer algumas noções de predicação verbal.

Há verbos que expressam ação (chamados de significativos). São eles:

- Verbo transitivo direto

- Verbo transitivo indireto


- Verbo transitivo direto e indireto


- Verbo intransitivo

Há verbos que expressam estado e que são chamados de verbos de ligação. Mas isso já é assunto para outro post.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Qual a diferença entre porque, por que, porquê e por quê?

Nesse assunto há controvérsias entre os próprios gramáticos. Mas, para nosso alívio, há consenso sobre o uso do porque, por que, porquê e por quê. Ufa!

Vamos começar. Porque, porquê, por que e por quê podem ter o mesmo som, mas na hora de escrever são completamente diferentes.

Porque “tudo junto” é uma conjunção e, assim, liga duas orações, indicando entre elas relação de causa, fim ou explicação. Um exemplo é a frase:

Não fui à farmácia, porque estava chovendo.

Porquê “tudo junto com acento” é o de uso mais fácil. É substantivo e lembre-se: sempre vem após o artigo. Pode ser trocado pela palavra razão, motivo, como na frase:

Não entendo o porquê de tanto frio neste mês.

Por que “separado e sem acento” é usado para substituir termos como “pelo qual”, “por qual razão”, “pelas quais”. Ocorre quando há a junção da preposição "por" com o pronome relativo ou interrogativo “que”. Exemplo:

Por que ele não foi se encontrar com você naquele dia?
Não sei por que você acha isso.


Por quê “separado com acento” ocorre sempre que a palavra “que” estiver no fim da frase, como na frase:

Ela não compareceu à reunião e não avisou por quê.
ou
- Ainda não terminou? Por quê?
- Não sei por quê!




terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sintaxe: Classificação das Orações Coordenadas

Vamos dar prosseguimento ao nosso estudo sobre Sintaxe. Sabendo a diferença entre frase, oração e período, hoje vamos falar da classificação dos períodos compostos e também das Orações Coordenadas:

A classificação do PERÍODO COMPOSTO (constituído de mais de uma oração, lembra?) será feita de acordo com o conectivo que rege as suas orações:

1 - COMPOSTO POR COORDENAÇÃO - se todas suas orações forem simplesmente justapostas ou regidas por conectivos coordenativos.

2 - COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO
- quando, excluída a oração principal, todas as suas orações forem regidas por conectivo subordinativo.

As Orações Coordenadas


Assim, as orações de um PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO se classificam em:
a) ORAÇÕES ASSINDÉTICAS = não há síndeto, isto é, conectivo.
Ex.: Não fomos ao casamento; mandamos um presente.
Joãozinho saiu logo, estava atrasado.

b) ORAÇÕES SINDÉTICAS
= aqui nós podemos encontrar as CONJUNÇÕES COORDENATIVAS. Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração mais uma classificação.

As orações coordenadas sindéticas são classificadas em cinco tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
Macete! AD-AD-ALCONEX. (Quase uma nova marca de cotonete ou algodão! piada infame =P)

Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: e, nem, não só… mas também, não só… como, assim… como.

- Não só cantei como também dancei.
- Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
- Comprei o protetor solar e fui à praia.


Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: mas, contudo, todavia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão.

- Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando.

- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia.

Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: ou… ou; ora…ora; quer…quer; seja…seja.

- Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
- Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras diferentes.
- Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.


Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: logo, portanto, por fim, por conseguinte, conseqüentemente.

- Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.


Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: isto é, ou seja, a saber, na verdade, pois.

- Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.
- Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
- Não fui à praia pois queria descansar durante o Domingo.


Atenção!
Não adianta querer decorar todas as conjunções! Tudo deve ser analisado pelo contexto e, principalmente, pela ideia (sem acento pessoal!). Por exemplo, se você gravar que o "mas" sempre será conectivo adversativo, você pode se dar mal quando ver a seguinte frase:
Ex.: Não só brincava, mas pulava, corria e gritava.

Às vezes o "mas" vem precedendo um "também", mas em algumas vezes não. Fique atento(a)! A segunda oração não é Oração Coordenada Adversativa, mas sim Oração Coordenada Aditiva. É a clara a ideia de soma, adição de ações.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Figuras de linguagem: METONÍMIA


Hoje vou falar sobre outra figura de linguagem muito comum em provas e concursos. A  METONÍMIA é uma figura de linguagem que consiste em empregar um termo no lugar de outro, havendo entre ambos estreita afinidade ou relação de sentido. Como na METÁFORA, aqui também existe a comparação, só que desta vez ela é mais objetiva.

Ele gosta de ler Agatha Christie. Veja que neste exemplo o termo implícito é "livro". Seria o mesmo que dizer "Ele gosta de ler os livros/ou as obras de Agatha Christie.

Ele comeu uma caixa de chocolate. (Ele comeu o que estava dentro da caixa.)

A velhice deve ser respeitada. ("Velhice" no lugar de "os velhos, os idosos)
Pão para quem tem fome. (“Pão” no lugar de “alimento”)
Não tinha teto em que se abrigasse. (“Teto” em lugar de “casa”)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Conotação e Denotação

Qualquer palavra pode ser usada em o seu significado usual ou convencional. Isso é muito importante para entender e interpretar textos corretamente. Teste seus conhecimentos nessa matéria aqui! Vamos ver um exemplo com a palvra "corrente".
Quando digo:

A corrente marítima não manteve o barco na rota. estou usando o convencional. Mas quando digo:

A gente vai contra a corrente. Aqui não quero dizer exatamente que estamos nadando contra uma corrente marítima, mas que temos opiniões, ideias, atitudes diferentes da maioria.

O significado convencional não permite mais de uma interpretação: a palavra é usada no seu sentido objetivo, isto é, na sua denotação. A palavra com seu significado denotativo é mais frequente na linguagem informativa, científica ou técnica, pois aí a informação deve ser objetiva e exata. É o caso do primeiro exemplo.