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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Já ouviu falar em Sintagma?


Já ouviu falar em sitagmas? Se nunca ouviu falar, é melhor prestar atenção a ele, pois seu uso é frequente principalmente em questões de interpretação de textos. É comum encontrar enunciados com a expressão "Analise os sintagmas..." ou "Nos sintagmas a seguir...".

Sintagma é uma unidade formada por uma ou várias palavras que, juntas, desempenham uma função na frase. Expressa uma relação de dependência. Nessa relação de dependência, diz-se que existe um elemento determinado e outro determinante (ou subordinado), estabelecendo um elo de subordinação entre ambos. Cada um desses elementos constitui um sintagma.

Essa noção era utilizada para se referir a qualquer segmento linguístico: a palavra, a sentença e o período. Mais recentemente, o termo é comumente empregado para se referir às partes da sentença. Dessa forma, o sintagma se caracteriza conforme o tipo gramatical dos seus elementos nucleares:

· sintagma nominal (SN): quando o núcleo do sintagma é um nome

· sintagma adjetival (SAdj): quando o núcleo do sintagma é um adjetivo

· sintagma verbal (SV): quando o núcleo do sintagma é um verbo

· sintagma preposicional (SP): quando o núcleo do sintagma é uma preposição

· sintagma adverbial (SAdv): quando o núcleo do sintagma é um advérbio

Na análise sintática, a identificação dos sintagmas e seus tipos também é bastante importante. Isso facilita a compreensão do papel sintático exercido pelas palavras na sentença que está em análise.

Vejamos um exemplo:

Todos vagarosamente acompanhavam a romaria pela cidade.

todos: SN
silenciosamente: SAdv
acompanhavam: SV]
a romaria: SN
pela cidade: SP

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

200 questões de Interpretação de textos



(IBGE) Texto para as questões 1 a 6:

1º - Uma diferença de 3.000 quilômetros e 32 anos de vida separa as margens do abismo entre o Brasil que vive muito, e bem, e o Brasil que vive pouco, e mal. Esses números, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, e pela Fundação Joaquim Nabuco, de Pernambuco, referem-se a duas cidades situadas em pólos opostos do quadro social brasileiro. Num dos extremos está a cidade de Veranópolis, encravada na Serra Gaúcha. As pessoas que nascem ali têm grandes possibilidades de viver até os 70 anos de idade. Na outra ponta fica Juripiranga, uma pequena cidade do sertão da Paraíba. Lá, chegar à velhice é privilégio de poucos. Segundo o IBGE, quem nasce em Juripiranga tem a menor esperança de vida do país: apenas 38 anos.

§2ºA estatística revela o tamanho do abismo entre a cidade serrana e a sertaneja. Na cidade gaúcha, 95% das pessoas são alfabetizadas, todas usam água tratada e comem, em média, 2.800 calorias por dia. Os moradores de Juripiranga não têm a mesma sorte. Só a metade deles recebe água tratada, os analfabetos são 40% da população e, no item alimentação, o consumo médio de calorias por dia não passa de 650.

§3ºO Brasil está no meio do trajeto que liga a dramática situação de Juripiranga à vida tranqüila dos veranenses. A média que aparece nas estatísticas internacionais dá conta de que o brasileiro tem uma expectativa de vida de 66 anos.

§4ºVeranópolis, como é comum na Serra Gaúcha, é formada por pequenas propriedades rurais em que se planta uva para a fabricação de vinhos. Tem um cenário verdejante. Seus moradores - na maioria descendentes de imigrantes europeus - plantam e criam animais para o consumo da família. Na cidade paraibana, é óbvio, a realidade é bem diferente. Os sertanejos vivem em cenário árido. Juripiranga não tem calçamento e o esgoto corre entre as casas, a céu aberto. Não há hospitais. A economia gira em torno da cana-de-açúcar. Em época de entressafra, a maioria das pessoas fica sem trabalho.

§5ºNo censo de 1980, os entrevistadores do IBGE perguntaram às mulheres de Juripiranga quantos de seus filhos nascidos vivos ainda sobreviviam. O índice geral de sobreviventes foi de 55%. Na cidade gaúcha, o resultado foi bem diferente: a sobrevivência é de 93%.

§6ºContrastes como esses são comuns no país. A estrada entre o país rico e o miserável está sedimentada por séculos de tradições e culturas econômicas diferentes. Cobrir esse fosso custará muito tempo e trabalho.

(Revista Veja - 11/05/94 - pp. 86-7 - com adaptações)

1. Os 32 anos referidos no texto como um dos indicadores do abismo existente entre as cidades de Veranópolis e Juripiranga corresponde à diferença entre:

a) suas respectivas idades, considerando a época da fundação

b) as idades do morador mais velho e do mais jovem de cada cidade

c) as médias de idade de seus habitantes

d) a expectativa de vida das duas populações

e) os índices de sobrevivência dos bebês nascidos vivos.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Conotação e Denotação

Qualquer palavra pode ser usada em o seu significado usual ou convencional. Isso é muito importante para entender e interpretar textos corretamente. Teste seus conhecimentos nessa matéria aqui! Vamos ver um exemplo com a palvra "corrente".
Quando digo:

A corrente marítima não manteve o barco na rota. estou usando o convencional. Mas quando digo:

A gente vai contra a corrente. Aqui não quero dizer exatamente que estamos nadando contra uma corrente marítima, mas que temos opiniões, ideias, atitudes diferentes da maioria.

O significado convencional não permite mais de uma interpretação: a palavra é usada no seu sentido objetivo, isto é, na sua denotação. A palavra com seu significado denotativo é mais frequente na linguagem informativa, científica ou técnica, pois aí a informação deve ser objetiva e exata. É o caso do primeiro exemplo.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Tipos de discurso: DIRETO, INDIRETO e INDIRETO LIVRE

Há dois processos básicos para relatar discursos alheios: a recriação direta da fala de uma pessoa (separada do restante do texto  pela demarcação de travessão ou aspas) e a incorporação da fala do outro indiretamente. Reconhecer esses mecanismos é importante para identificar quem está falando no texto, essencial para interpretar textos como vimos em outro post.

Em um texto narrativo, o autor pode optar por três tipos de discurso: o discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre. Não necessariamente estes três discursos estão separados, eles podem aparecer juntos em um texto. Dependerá de quem o produziu.

Vejamos cada um deles:

DISCURSO DIRETO
O narrador apresenta a própria personagem falando diretamente, permitindo ao autor mostrar o que acontece em lugar de simplesmente contar.

Ex.: O estava inconsolável: "Não sei onde está meu filho." (entre aspas)

O pai, inconsolável, disse: "Não sei onde está meu filho." (repare no uso do verbo para introduzir a fala de alguém)

O pai, inconsolável, disse:

- Não sei onde está meu filho. (com travessão)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Como ler e interpretar textos


Interpretar textos exige por parte do leitor uma tarefa semelhante a dos detetives: por meio de pequenas pistas é possível reconstituir as cincurstâncias em que um crime ocorreu. Dessa forma, o leitor precisa investigar o texto: estar atento aos detalhes e à linguagem utilizada, identificar marcas que podem revelar, por exemplo, dados sobre a época e o lugar em que foi escrito, bem como a intenção e o estilo do autor. Assim, podemos extrair aos poucos sentidos possíveis do texto, desvendando elementos que, em geral, não são tão explícitos.

Um texto pode ser visto como uma unidade cujo sentido é alcançado por partes menores - ideias, palavras, sentenças e imagens. Mas não pense que nessa relação basta combinar ideias, palavras e sentenças aleatoriamente! Existe um conjunto de fatores que garante sentido a uma texto:

Coesão: é a articulação dos elementos linguísticos (palavras, sentenças, expressões).

Coerência: é responsável pela articulação das ideias (não confundir com coesão!) em um todo harmônico e organizado.

Essas dois são os mais importantes, mas há outros:

Intencionalidade: todo texto possui uma finalidade, ou seja, uma intenção. Muitas questões de prova perguntam justamente isso.

Informatividade: os dados e informações presentes no texto devem ser relevantes e pertinentes.

Intertextualidade: quando há referência a outros textos ou outras obras. Às vezes, muitos temas se repetem.

Situacionalidade: todo texto é produzido por um sujeito que interage com outro, em um tempo e espaço determinados. Por isso, a linguagem utilizada deve-se adequar a situação.

Aceitabilidade: os textos são produzidos levando em consideração uma imagem prévia do receptor, suas expectativas, suas características, seus pontos de vistas, etc.


Dica de prova!

Todos esses fatores são levados em consideração tanto na interpretação de textos quanto na produção de textos, isto é, na redação. Nas provas, 99% das questões de interpretação de textos se baseiam nesses elementos que devem ser analisados ao se ler um texto.