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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Bebê que convive com livros vai melhor na escola

Aprendizado Urbano - Apostilas para Concursos

Especialistas indicam contato com publicações desde os primeiros meses de vida; ONG vai lançar guia com indicação de 600 títulos


Ler para um bebê que ainda não fala nem entende o que é falado pode parecer perda de tempo, mas diversos estudos mostram que, a longo prazo, a prática pode beneficiar o desempenho escolar. Além de adquirir gosto pela leitura, as crianças que têm contato com livros desde o berço chegam ao ensino fundamental com vocabulário mais rico e maior capacidade de compreensão e de manter a atenção nos estudos.


Para ajudar na escolha do título mais adequado para cada idade e no desafio de manter as crianças pequenas entretidas, o Instituto Alfa e Beto (IAB) apresenta na próxima Bienal do Livro de São Paulo a Biblioteca do Bebê. Além de vários livros divididos por faixa etária, o local terá voluntários que ensinarão aos pais técnicas de leitura. As principais dicas estão reunidas em uma cartilha que será distribuída aos visitantes. "Não se trata de ler um conto de fadas para um bebê com menos de 1 ano. Os primeiros livros devem ter apenas imagens e o tempo para folheá-los deve ser breve", explica David Dickinson, especialista em alfabetização pela Universidade Harvard. Durante a bienal, ele apresentará estudos que relacionam a leitura precoce a um maior desenvolvimento da linguagem.


Uma dessas pesquisas mostra que as crianças de 3 anos que possuem o hábito de leitura em família apresentam, aos 10, desempenho escolar superior ao daquelas que não leem com frequência. "O importante é ler com regularidade, de preferência todos os dias, e tornar a experiência agradável", afirma Dickinson. Os pais, diz ele, devem usar as imagens do livros como base para iniciar uma conversa com a criança. "Faça perguntas sobre a figura ou sobre a história. Não se limite a ler as palavras e virar a página", explica. Esculpindo mentes. A interação com os adultos é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e o aprendizado se dá pela imitação, diz o presidente do IAB, João Batista Oliveira. "Mas a linguagem oral tem um vocabulário restrito e uma sintaxe simplificada. O livro, por mais simples que seja, obedece as regras da linguagem escrita, que é a mesma que a criança vai encontrar na escola."


Se o vocabulário é o tijolo do pensamento, afirma Oliveira, a sintaxe é a argamassa. "Quanto maior o vocabulário e mais articulada a sintaxe, mais temos sobre o que pensar." Essa maior capacidade de raciocínio e compreensão favorece tanto o desempenho em disciplinas como português e matemática como nas demais. A capacidade de se manter focada em uma atividade também é beneficiada pelo hábito de leitura, afirma Dickinson. "Quando assistimos à TV ou usamos o computador, a tecnologia prende nossa atenção. Já quando lemos um livro, precisamos fazer esse trabalho sozinhos." Beatriz Koike, de 3 anos, parece fazer esse trabalho muito bem. "As professoras sempre comentam como ela presta atenção em sala e elogiam sua desenvoltura com as palavras", conta a mãe, Taís Borges.


Beatriz ganhou seu primeiro livro quando ainda estava na barriga de Taís. "Aos 3 meses, comprei um livrinho de plástico para ela brincar na banheira. Depois, um de pano, com texturas diferentes. Aos 2 anos, ela começou a demonstrar interesse em histórias mais complexas." Hoje, a menina tem seu cantinho da leitura com 43 títulos. "Umas três ou quatro vezes por semana leio para ela à noite. Quando não faço, ela me cobra", conta Taís. O IAB vai lançar na bienal um guia com uma proposta ambiciosa: Os 600 Livros que Toda Criança Deve Ler Antes de Entrar para a Escola. Isso dá uma média de dois livros por semana entre 0 e 6 anos. Quem quiser cumprir a meta não pode perder tempo.


Fonte: Abrelivros


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quinta-feira, 29 de julho de 2010

'Custo Brasil' e educação contêm avanço do Brasil, indica relatório



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As deficiências do Brasil nos setores de infraestrutura e educação estão entre os principais "desafios" que o país precisa enfrentar para crescer de maneira sustentável, avalia um relatório da consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU) divulgado na terça-feira (27). Para Economist Intelligence Unit, país precisa investir em infraestrutura, qualificação, inovação e reconhecimento de marcas.


O estudo reuniu dados da própria consultoria, entrevistas com analistas e especialistas e um levantamento feito entre abril e maio junto a executivos de 536 companhias em 18 países. A EIU identificou quatro áreas nas quais o país precisa fazer progressos se quiser realizar o seu potencial econômico: educação, infraestrutura, inovação e reconhecimento internacional de marcas.


"Se estes desafios arraigados puderem ser solucionados na próxima década, a economia poderia sustentar taxas de crescimento acima de 5% ao ano por um longo período", disse a especialista da EIU para as Américas, Justine Thody. "Para um país de renda média com uma população perto de 200 milhões de habitantes, seria um dos mercados mais atraentes do mundo."


Fonte: G1




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'Custo Brasil' e educação contêm avanço do Brasil, indica relatório



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As deficiências do Brasil nos setores de infraestrutura e educação estão entre os principais "desafios" que o país precisa enfrentar para crescer de maneira sustentável, avalia um relatório da consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU) divulgado na terça-feira (27). Para Economist Intelligence Unit, país precisa investir em infraestrutura, qualificação, inovação e reconhecimento de marcas.


O estudo reuniu dados da própria consultoria, entrevistas com analistas e especialistas e um levantamento feito entre abril e maio junto a executivos de 536 companhias em 18 países. A EIU identificou quatro áreas nas quais o país precisa fazer progressos se quiser realizar o seu potencial econômico: educação, infraestrutura, inovação e reconhecimento internacional de marcas.


"Se estes desafios arraigados puderem ser solucionados na próxima década, a economia poderia sustentar taxas de crescimento acima de 5% ao ano por um longo período", disse a especialista da EIU para as Américas, Justine Thody. "Para um país de renda média com uma população perto de 200 milhões de habitantes, seria um dos mercados mais atraentes do mundo."


Fonte: G1




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Como ler e interpretar textos


Interpretar textos exige por parte do leitor uma tarefa semelhante a dos detetives: por meio de pequenas pistas é possível reconstituir as cincurstâncias em que um crime ocorreu. Dessa forma, o leitor precisa investigar o texto: estar atento aos detalhes e à linguagem utilizada, identificar marcas que podem revelar, por exemplo, dados sobre a época e o lugar em que foi escrito, bem como a intenção e o estilo do autor. Assim, podemos extrair aos poucos sentidos possíveis do texto, desvendando elementos que, em geral, não são tão explícitos.

Um texto pode ser visto como uma unidade cujo sentido é alcançado por partes menores - ideias, palavras, sentenças e imagens. Mas não pense que nessa relação basta combinar ideias, palavras e sentenças aleatoriamente! Existe um conjunto de fatores que garante sentido a uma texto:

Coesão: é a articulação dos elementos linguísticos (palavras, sentenças, expressões).

Coerência: é responsável pela articulação das ideias (não confundir com coesão!) em um todo harmônico e organizado.

Essas dois são os mais importantes, mas há outros:

Intencionalidade: todo texto possui uma finalidade, ou seja, uma intenção. Muitas questões de prova perguntam justamente isso.

Informatividade: os dados e informações presentes no texto devem ser relevantes e pertinentes.

Intertextualidade: quando há referência a outros textos ou outras obras. Às vezes, muitos temas se repetem.

Situacionalidade: todo texto é produzido por um sujeito que interage com outro, em um tempo e espaço determinados. Por isso, a linguagem utilizada deve-se adequar a situação.

Aceitabilidade: os textos são produzidos levando em consideração uma imagem prévia do receptor, suas expectativas, suas características, seus pontos de vistas, etc.


Dica de prova!

Todos esses fatores são levados em consideração tanto na interpretação de textos quanto na produção de textos, isto é, na redação. Nas provas, 99% das questões de interpretação de textos se baseiam nesses elementos que devem ser analisados ao se ler um texto.