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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Site de relacionamento reúne estudantes do Enem

 

Como Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está se aproximando, os candidatos lançam mãos de variados recursos para garantir aquele acerto a mais nas provas. Além do clicVestibular, uma dica é o site de relacionamentos “Eu No Enem.

A rede social reúne estudantes com perfis e informações pessoais, como um Orkut ou Facebook. Os grupos, no entanto, são relacionados a temas de estudo, e os usuários podem trocar dicas e debater assuntos do Enem.

A página também oferece conteúdo como aulas online e simulados. #ficaadica!

domingo, 12 de setembro de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

10 dicas para entender a crase





Como vimos, a crase consiste na fusão de duas vogais idênticas. No caso da fusão da preposição a com o artigo definido a(s) ou com o pronome demonstrativo a(s) a crase é indicada por um acento grave (à). Emprega-se igualmente o acento grave quando o pronome demonstrativo a(s) pode ser substituído por aquela.



Sabendo a regra básica, listo aqui 10 dicas infalíveis para entender a crase. Vamos a elas:

1. A crase da preposição a com o artigo definido a(s) só ocorre diante de palavras femininas, visto que o artigo definido das palavras masculinas é o(s) e não a(s).
Constitui erro, portanto, usar acento grave na preposição a de locuções como a contento, a gosto, a esmo, a exemplo, a fogo, a frio, a fundo, a juízo de, a lápis, a modo de, a pé, a prazo. A única exceção consiste nas locuções em que está implícita e oculta uma palavra feminina, como moda, maneira. Ex.: vestido à Carlos Tufvesson.

2. Se houver dúvida devemos mentalmente substituir a palavra feminina por outra masculina; se a partícula "a" se alterar em ao, usa-se o acento grave indicativo de crase; se não se alterar, trata-se da preposição a, que deve permanecer sem acento; se for substituída por o(s) trata-se de artigo definido, que também não comporta acento.

3. Atenção! Há palavras que não admitem a anteposição do artigo, tais como verbo, advérbio, artigo indefinido (um, uma), pronome pessoal (ela, nós, vós), pronome demonstrativo (esta, essa), pronome relativo (quem, cuja), pronome indefinido (cada, alguma, alguém, toda, qualquer, ambas). Nestes casos, é óbvio que não há crase.

4. Diante de possessivos femininos usados em função adjetiva (minha, tua, sua, nossa vossa), o acento é facultativo.

5. Em locuções prepositivas, geralmente com o "de", (à custa de, à espera de,) e locuções conjuntivas, geralmente com o "que", (à proporção que, à medida que) precedendo nomes femininos, usa-se a crase.

6. Em locuções adverbiais diante de nomes femininos (à vontade, às vezes, à vista, à distância) usa-se igualmente a crase.

7. Usa-se crase diante de palavras femininas após os verbos regidos pela preposição a (assistir a, responder a).

8. No caso do pronome relativo qual, usa-se o acento sempre que o antecedente for do gênero feminino. Quando o pronome é interrogativo, no entanto, não há crase.

9. Usa-se crase antes de adjuntos adverbiais de tempo e diante da palavra horas (à tarde, à noite, às 10 horas).

10. Constitui erro a indicação de crase com o artigo no singular diante de um nome no plural. Ex.: Ele fez referência a bicicletas. E não "à". Não há artigo.

Veja também:

"Vale a pena" tem crase?








segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Tipos de discurso: DIRETO, INDIRETO e INDIRETO LIVRE

Há dois processos básicos para relatar discursos alheios: a recriação direta da fala de uma pessoa (separada do restante do texto  pela demarcação de travessão ou aspas) e a incorporação da fala do outro indiretamente. Reconhecer esses mecanismos é importante para identificar quem está falando no texto, essencial para interpretar textos como vimos em outro post.

Em um texto narrativo, o autor pode optar por três tipos de discurso: o discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre. Não necessariamente estes três discursos estão separados, eles podem aparecer juntos em um texto. Dependerá de quem o produziu.

Vejamos cada um deles:

DISCURSO DIRETO
O narrador apresenta a própria personagem falando diretamente, permitindo ao autor mostrar o que acontece em lugar de simplesmente contar.

Ex.: O estava inconsolável: "Não sei onde está meu filho." (entre aspas)

O pai, inconsolável, disse: "Não sei onde está meu filho." (repare no uso do verbo para introduzir a fala de alguém)

O pai, inconsolável, disse:

- Não sei onde está meu filho. (com travessão)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Você está por dentro do Novo Acordo?

Se você nunca decorou as regrinhas  de hífen, segue uma boa notícia: Esqueça porque existem novas agora!

As mudanças mais significativas  do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portugues alteram a acentuação de algumas palavras, extingue o uso do trema e sistematiza a utilização do hífen. No Brasil, as alterações atingem aproximadamente 0,5% das palavras. Nos demais países, que adotam a ortografia de Portugal, o percentual é de 1,6%.

Vamos ver quais palavras mudam:



  • pára (do verbo parar) e para (preposição)

  • péla (do verbo pelar) e pela (união da preposição com o artigo)

  • pólo (substantivo) e polo (uma forma quase em desuso que une por e lo)

  • pélo (do verbo pelar) e pêlo (substantivo)

  • pêra (o substantivo) e péra (um substantivo em desuso que significa pedra), em oposição a pera (uma preposição que também não se usa mais, que significa para)

É mais importante saber as duas primeiras,  que são bastante usadas, o resto não faz tanto sentido. Vamos ver duas exceções:



  • pôr (verbo) matém o acento circunflexo para não ser confundido com a preposição por

  • pôde (o verbo no passado) continua com acento para não ser confundido com pode (verbo no presente)

Além disso, nas palavras fôrma e forma o acento é facultativo.

No dia 12 de janeiro, a Academia Brasileira de Letras (ABL) divulgou novas definições sobre o uso do hífen. Veja o arquivo aqui (ele está em pdf). Se quiser um guia mais completo clique aqui.

Veja também:

A Nova Ortografia - Para onde vai o trema?



Tão somente ou tão-somente? As locuções no Novo Acordo



O acento no Novo Acordo Ortográfico

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Português é a matéria com pior resultado no Enem





O título acima assusta não é? Mas infelizmente esse foi o título de uma matéria vinculada pelo Jornal da Tarde  dia 20 de julho de 2010. Segundo a matéria, o desempenho na área de Linguagens e Códigos, que mede as habilidades dos jovens em língua portuguesa e interpretação de textos, puxou para baixo a média final das escolas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009. Essa parte do exame foi a única em que nenhum colégio no país atingiu média de 700 pontos, numa escala de 0 a 1.000. Entre as escolas da capital, o melhor desempenho ficou com o Colégio Vértice, com 686,70 pontos.


A pontuação máxima abaixo de 700 em linguagens é considerada “preocupante” . Talvez um reflexo da chamada “geração Y”, educada com a ajuda da internet? Para gestores de escolas, com os jovens cada vez mais conectados em redes sociais, a linguagem desenvolvida no mundo virtual se distanciou da língua culta, empobrecendo o vocabulário e prejudicando a capacidade de interpretar textos mais longos.



Se o teu português for assim, meu amigo, aí não haverá vagas mesmo.

Eu, particularmente, discordo desses “gestores”. Acho que a internet pode ser uma ferramenta incrível de aprendizado. E quando se fala em linguagem da internet ou  “internetês”, as pessoas “axam que devo falar aximm”. Não! A linguagem é viva e de transformações ela vive. No entanto,  essas transformações não devem passar por cima do português correto! Por isso, meu amigo internauta e leitor acima de tudo, é preciso dominar corretamente a língua para depois dar asas à imaginação e subvertê-la, como fazem os grandes autores.


A notícia acima me impulsionou a criar este blog:  uma tentativa de, mais que ensinar regrinhas básicas de gramática, desvelar todos os encantos que a Língua Portuguesa, sem dúvida, uma das mais belas no mundo, tem a oferecer.


“Começar a ler foi para mim como entrar num bosque pela primeira vez e encontrar-me, de repente, com todas as árvores, todas as flores, todos os pássaros”


José Saramago