Há dois processos básicos para relatar discursos alheios: a recriação direta da fala de uma pessoa (separada do restante do texto pela demarcação de travessão ou aspas) e a incorporação da fala do outro indiretamente. Reconhecer esses mecanismos é importante para identificar quem está falando no texto, essencial para interpretar textos como vimos em outro post.
Em um texto narrativo, o autor pode optar por três tipos de discurso: o discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre. Não necessariamente estes três discursos estão separados, eles podem aparecer juntos em um texto. Dependerá de quem o produziu.
Vejamos cada um deles:
DISCURSO DIRETO
O narrador apresenta a própria personagem falando diretamente, permitindo ao autor mostrar o que acontece em lugar de simplesmente contar.
O narrador apresenta a própria personagem falando diretamente, permitindo ao autor mostrar o que acontece em lugar de simplesmente contar.
Ex.: O estava inconsolável: "Não sei onde está meu filho." (entre aspas)
O pai, inconsolável, disse: "Não sei onde está meu filho." (repare no uso do verbo para introduzir a fala de alguém)
O pai, inconsolável, disse:
- Não sei onde está meu filho. (com travessão)