quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Classes de palavras

Você sabia que em português  há 10 classes de palavras?

Substantivo
Adjetivo
Pronome
Advérbio
Conjunção
Artigo
Numeral
Verbo
Preposição
Interjeição


A primeira coisa que precisamos saber ao estudar as classes de palavras é que elas podem ser:

a) variáveis


b) invariáveis

As variáveis são as palavras que se flexionam em gênero, número e grau. São elas:
substantivo, artigo, adjetivo, numeral, verbo e pronome.

Elas precisam variar porque ninguém fala "o" menina nem "nós" vai (tá, algumas pessoas até falam, mas não é o que a gramática ensina)!

As invariáveis, como o próprio nome já diz, não se flexionam . São elas:
advérbios, preposição, conjunção e interjeição.

Atenção!
A mesma palavra pode figurar em mais de uma classe:

1. O céu é azul. (Nesta oração, o azul é adjetivo, é a qualidade do substantivo céu.)

2. O azul intenso domar me az viajar. (Agora a palavra azul é um substantivo!)

Outro exemplo:
3. O sério deve ser tratado com respeito. (Sério é substantivo.)

4. Gosto de tratar com homem sério. (Já nessa frase, sério é adjetivo.)

5. Vamos falar sério. (Ou seja, de modo sério, seriamente. Portanto, sério aqui é advérbio.)

Dica! Geralmente, quando há artigo antes da palavra, ela se torna um substantivo. Ex.: O pouco de Deus é muito.

Exceção! Sempre temos. Alguns substantivos, numerais e pronomes são invariáveis:

lápis, pires, férias, dez, vinte, trinta, tudo, isto, ninguém, etc.


E alguns advérbios admitem flexões de grau, principalmente na linguagem coloquial:

cedo = cedinho

agora = agorinha

muito = muitíssimo

pouco = pouquíssimo

tarde = tardinha

noite = noitinha


Dica de estudo!

Não comece a estudar Classes de palavras achando que terá que decorar o que é substantivo, o que é adjetivo, numeral, etc. Esqueça isso! Em 99% dos casos, é preciso analisar o contexto, isto é, a frase que contém tal palavra para, só depois, assinalar a resposta.
Pense na palavra flor. Flor é substantivo, certo? Resposta: depende. Na frase: Mariana é uma flor. Flor seria ainda um substantivo?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Palavra do dia: LENIÊNCIA

Aprendizado Urbano - Apostilas para Concursos


Leniência é um substantivo feminino que significa:
1. Lenidade


2. Qualidade do que é lene, suave; doçura, mansidão


Ex.:


Nenhuma política desse tipo era possível quando os governos estaduais se endividavam sem controle e contavam com a leniência do Banco Central (BC) para manter seus bancos.


Lula critica leniência com paraísos fiscais e defende diálogo com Irã.


Leia a notícia:



A leniência dos clubes


O bárbaro crime que vitimou Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno do Flamengo, parece um roteiro de seriado criminal, em que os policiais especializados investigam com maestria crimes de natureza sexual e similares. Um goleiro bem sucedido leva ao extremo o que temos visto em outros casos em que astros dos esportes terminam na crônica policial. São histórias que quase sempre incluem violência contra as mulheres (namoradas, esposas, amantes), proximidade com o crime organizado e consumo exagerado de drogas lícitas ou ilícitas.
Cursos Online com Certificado
Cursos 24 Horas - Cursos Online a partir de R$ 20

Você, estudante, acha que sua escrita piorou com a internet?

[polldaddy poll=3565305]

Redação deixa 65% abaixo da média no Enem


Maioria das escolas obteve nota de redação menor que a média nacional; "internetês" é um dos vilões

Dados do Enem 2009 mostram que 65,9% das escolas de Ribeirão Preto tiveram nota de redação abaixo da média nacional. De acordo com especialistas, a falta de leitura, o baixo interesse pelo noticiário e a influência do "internetês" (a linguagem da internet) podem ter contribuído para o desempenho fraco.

Das 60 escolas que participaram do Enem, 13 não conseguiram classificação devido à baixa adesão. Dentre as demais, 31 obtiveram nota inferior a 601,5, média das escolas brasileiras. A média acanhada atingiu escolas do Estado, do município e até mesmo as particulares.

O mantenedor do Curso Criar, o professor de redação Luiz Cláudio Jubilato, afirma que a falta da prática de leitura e escrita e o desinteresse dos jovens por atualidades podem ter pesado.

Sobre a influência da linguagem da internet, ele afirma que não se pode mais fugir da rede e que o importante é "saber separar as coisas e ter consciência de que se trata de linguagens diferentes".

Já a professora doutora Rosa Maria Manzoni, do Departamento de Educação da Unesp de Bauru, também afirma que os estudantes precisam estar preparados para lidar com variados tipos de texto, que vão da internet à redação.


Alunos

Para os estudantes Mariela Granes, 19, e Bruno Silva Maríncolo, 21, que fazem curso particular de redação, a maior dificuldade para se ter um bom desempenho é o tempo. As provas costumam ter 5h30 com 90 testes, mais redação.

A Secretaria da Educação de Ribeirão Preto informou que todas as escolas da rede municipal de ensino de Ribeirão Preto, ao desenvolverem seus projetos pedagógicos, trabalham com total atenção os conteúdos voltados à prática da leitura e escrita.

Já a Secretaria de Estado da Educação informou apenas que não comenta as notas das escolas no Enem.



Inscrições abertas para o simulado gratuito do Enem

Aprendizado Urbano - Apostilas para Concursos

Eis uma dica para quem está se preparando para o Enem. Estão abertas as inscrições para o simulado COC Enem que ocorre nos dias 28 e 29 de agosto. O exame é gratuito e será realizado em mais de 300 escolas do país. Os interessados devem se inscrever pessoalmente nas unidades próprias do COC ou nas escolas parceiras até 25 de agosto.


A prova vai seguir o modelo de TRI (Teoria da Resposta ao Item), mesmo sistema utilizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Serão contempladas as quatro as áreas de conhecimento avaliadas pelo Enem: ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.


Além da resolução comentada e gabarito, o estudante poderá conferir, no site do simulado, seu desempenho na prova. A expectativa é de que cerca de 100 mil alunos façam o simulado.


Confira a lista das cidades e escolas onde ocorrerá o exame.


Cursos Online com Certificado

Cursos 24 Horas - Cursos Online a partir de R$ 20


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Getúlio suicidou ou suicidou-se?




"Se" ou não "se", eis a questão. Tirando o péssimo trocadilho, se olharmos para a raíz etimológica do verbo, percebemos que o pronome reflexivo "se" é totalmente dispensável. O verbo "suicidar-se" vem do latim sui ("a si" = pronome reflexivo) + cida (= que mata). Isso significa que "suicidar" já é "matar a si mesmo". Então nesse caso, o título da notícia  abaixo estaria errado?


A frase está correta. Se observarmos o uso contemporâneo deste verbo, não restará dúvida: ninguém diz "ele suicida" ou "eles suicidaram". O uso do pronome reflexivo "se" junto ao verbo está mais que consagrado em nosso idioma. É, na verdade, um pleonasmo (figura de linguagem que expressa redundância, repetição) irreversível.

O verbo "suicidar-se" faz parte dos chamados verbos pronominais como verbos "arrepender-se", "esforçar-se", "dignar-se". Depois teremos um post só para eles, não se preocupem.

Atenção! Não existe "autocontrolar-se". O prefixo auto vem do grego e significa "a si mesmo". Existe o substantivo "autocontrole" (= controle de si mesmo"), mas não há registro do verbo "autocontrolar-se". Se você quer "controlar a si mesmo", basta "controlar-se". Seria redundância demais, não é mesmo

Vocabulário

Já que estamos falando de suicídio, vamos aumentar nosso vocabulário lembrando que as palavras terminadas pelo elemento latino "cida" apresentam essa ideia (sem aceito segundo o Novo acordo) de "matar":

formicida - que mata formigas; inseticida - que mata insetos; homicida - que mata homens; parricida - quem mata o pai; matricida - quem mata a mãe; fatricida - quem mata o irmão; filicida - quem mata o filho; infanticida - quem mata criança, especialmente recém-nascido; uxoricida - quem mata a esposa; mariticida - quem mata o marido.

Bons estudos!

Bebê que convive com livros vai melhor na escola

Aprendizado Urbano - Apostilas para Concursos

Especialistas indicam contato com publicações desde os primeiros meses de vida; ONG vai lançar guia com indicação de 600 títulos


Ler para um bebê que ainda não fala nem entende o que é falado pode parecer perda de tempo, mas diversos estudos mostram que, a longo prazo, a prática pode beneficiar o desempenho escolar. Além de adquirir gosto pela leitura, as crianças que têm contato com livros desde o berço chegam ao ensino fundamental com vocabulário mais rico e maior capacidade de compreensão e de manter a atenção nos estudos.


Para ajudar na escolha do título mais adequado para cada idade e no desafio de manter as crianças pequenas entretidas, o Instituto Alfa e Beto (IAB) apresenta na próxima Bienal do Livro de São Paulo a Biblioteca do Bebê. Além de vários livros divididos por faixa etária, o local terá voluntários que ensinarão aos pais técnicas de leitura. As principais dicas estão reunidas em uma cartilha que será distribuída aos visitantes. "Não se trata de ler um conto de fadas para um bebê com menos de 1 ano. Os primeiros livros devem ter apenas imagens e o tempo para folheá-los deve ser breve", explica David Dickinson, especialista em alfabetização pela Universidade Harvard. Durante a bienal, ele apresentará estudos que relacionam a leitura precoce a um maior desenvolvimento da linguagem.


Uma dessas pesquisas mostra que as crianças de 3 anos que possuem o hábito de leitura em família apresentam, aos 10, desempenho escolar superior ao daquelas que não leem com frequência. "O importante é ler com regularidade, de preferência todos os dias, e tornar a experiência agradável", afirma Dickinson. Os pais, diz ele, devem usar as imagens do livros como base para iniciar uma conversa com a criança. "Faça perguntas sobre a figura ou sobre a história. Não se limite a ler as palavras e virar a página", explica. Esculpindo mentes. A interação com os adultos é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e o aprendizado se dá pela imitação, diz o presidente do IAB, João Batista Oliveira. "Mas a linguagem oral tem um vocabulário restrito e uma sintaxe simplificada. O livro, por mais simples que seja, obedece as regras da linguagem escrita, que é a mesma que a criança vai encontrar na escola."


Se o vocabulário é o tijolo do pensamento, afirma Oliveira, a sintaxe é a argamassa. "Quanto maior o vocabulário e mais articulada a sintaxe, mais temos sobre o que pensar." Essa maior capacidade de raciocínio e compreensão favorece tanto o desempenho em disciplinas como português e matemática como nas demais. A capacidade de se manter focada em uma atividade também é beneficiada pelo hábito de leitura, afirma Dickinson. "Quando assistimos à TV ou usamos o computador, a tecnologia prende nossa atenção. Já quando lemos um livro, precisamos fazer esse trabalho sozinhos." Beatriz Koike, de 3 anos, parece fazer esse trabalho muito bem. "As professoras sempre comentam como ela presta atenção em sala e elogiam sua desenvoltura com as palavras", conta a mãe, Taís Borges.


Beatriz ganhou seu primeiro livro quando ainda estava na barriga de Taís. "Aos 3 meses, comprei um livrinho de plástico para ela brincar na banheira. Depois, um de pano, com texturas diferentes. Aos 2 anos, ela começou a demonstrar interesse em histórias mais complexas." Hoje, a menina tem seu cantinho da leitura com 43 títulos. "Umas três ou quatro vezes por semana leio para ela à noite. Quando não faço, ela me cobra", conta Taís. O IAB vai lançar na bienal um guia com uma proposta ambiciosa: Os 600 Livros que Toda Criança Deve Ler Antes de Entrar para a Escola. Isso dá uma média de dois livros por semana entre 0 e 6 anos. Quem quiser cumprir a meta não pode perder tempo.


Fonte: Abrelivros


Cursos Online com Certificado

Cursos 24 Horas - Cursos Online a partir de R$ 20